sexta-feira, 1 de abril de 2016

Promiscuidade, Suspeição e Sujeira

Reproduzo artigo de Roberto Amaral extraído do Conversa Afiada e originalmente da revista Carta Capital.
Ao título original, acrescento SUJEIRA, portanto o título desta postagem fica assim: Promiscuidade, Suspeição e Sujeira  .
Aproveitando a oportunidade: um ministro do STF, se não me engano, de sobrenome Barroso, em evento fechado, expressou sua indignação com a falta de alternativa para a política brasileira. No entanto, até então, nada se ouve daquela autoridade e de seus pares (com alguma exceção) qualquer manifestação de, ao menos, desagrado com o disparatado procedimento de um seu colega, nominalmente citado na matéria que segue.   

Conversa Afiada reproduz artigo de Roberto Amaral, extraído da Carta Capital:
Independentemente do desfecho da crise política, ficará a fratura da crise de legitimidade que corrói os poderes da República e ameaça a democracia
por Roberto Amaral
Evandro Lins e Silva, homem raro, ministro que honrou um Supremo Tribunal Federal (STF) honrado e por isso mesmo dilacerado pela ditadura de 1964 (que lhe impôs cassações e desfiguradora ampliação de membros), profligava a promiscuidade representada pelo convívio, em Brasília, de juízes e ministros com jornalistas, políticos e advogados, estes muitas vezes patronos de causas em demanda.
Essa convivência promíscua se dava (e se dá agora mais do que nunca) não apenas nos gabinetes dos três poderes, mas, igualmente, em bares e restaurantes da moda, em lobbies pouco afamados de hotéis famosos, e, assim, a inevitável discussão sobre interesses, observava o velho juiz, estabelecia laços de compadrio, incompatíveis com o decoro e o recato que a toga exige de qualquer magistrado, mas exige principalmente daquele que é alçado à mais alta Corte de justiça do país.
Evandro vinha de um tempo – daí seu espanto e sua indignação — em que os juízes, comedidos em seus atos e costumes, sóbrios por excelência, ‘falavam nos autos’ e tão só nos autos, isto é, no processo que julgavam. Soava-lhe de extremo mau-gosto a frequência com que magistrados deitavam falação à imprensa.
Nos tempos da ditadura implantada em 1964, havia o ministro Cordeiro Guerra, que combinava destempero verbal e ignorância jurídica. Mas havia também um Ribeiro da Costa, que sintetizava as virtudes do bom juiz: coragem, cultura, recato, simplicidade. Este, o exemplo que ensinava às novas gerações.
Esse decoro e esse recato entram em choque com a intimidade que hoje alguns julgadores cedem a repórteres, no afã de conquistar espaços de evidência, numa mídia tanto poderosa quanto inescrupulosa, ela própria produto das traficâncias do poder – das quais, aliás, nascem muitas nomeações dependentes do crivo do Senado Federal, como as de ministro do STF, membros do Tribunal de Contas e, entre outros, do Procurador Geral da República.
Não bastasse a algaravia partidária do ministro Gilmar Mendes, conhecido como ‘líder da oposição no STF’ (e também cognominado ‘aquele que não disfarça’), uma penca de ministros colegas seus, embora mais cultos e mais comedidos, no esforço por granjear espaço na imprensa oposicionista, fica a dizer que o impeachment não é golpe de Estado, por que está previsto pela Constituição. Ora, até o reino mineral sabe que o impeachment é instituto previsto pela Constituição e dizer apenas isso é dizer a verdade pela metade, o que aumenta a mentira.
Mentira, diga-se, tanto mais grave quanto pode parecer, à sociedade leiga, que se trata de uma prévia aprovação, pela Suprema Corte, de um evidente estupro legal, violência inominável contra a soberania do voto popular.
O golpismo está não no instituto, constitucional, jamais contestado, mas na flagrante ilegalidade de seu apelo, por não haver a presidente incorrido em nenhuma das hipóteses de crime de responsabilidade previstas no art. 85º da Constituição, justificadoras, e apenas elas, do impeachment.
Só uma escandalosa má-fé (posto que não devemos considerar jejuno em direito constitucional um ministro do STF), pode fazer coro à cantilena golpista, juridicamente esfarrapada.
O caráter eminentemente político do apelo ficou patente nas recentes escaramuças na Câmara dos Deputados, quando a indescritível bancada do inqualificável PMDB – em ato de felonia que simboliza seu suicídio moral – invadiu o plenário daquela Casa aos berros de ‘Temer presidente’ pondo de manifesto o caráter objetivo do golpe, sim, do golpe de Estado que não precisou do apelo às armas.
Golpe que é, mediante a cassação do mandato legítimo (ditado por 54 milhões de eleitores) da honrada presidente Dilma, a tomada do poder por um vice sem voto e de honradez na melhor das hipóteses discutível, enquanto é indiscutível a fragilidade moral do deputado Eduardo Cunha, que comanda na Câmara os ritos da cassação da presidente com o mesmo empenho com que, com ostensivo abuso de poder que nem o Ministério Público nem o STF vêem, inviabiliza sua própria cassação.
Assim, na República macunaímica estamos correndo o risco de ver um vice sem voto assumir o cargo de uma presidente reeleita com maioria absoluta de votos!
O incidente, porém, eviscera as entranhas do impasse político atual, revelando à luz do dia os componentes estruturais de uma crise maior.
Independentemente daquele que venha a ser o desfecho imediato da crise política, permanecerá intocada a fratura exposta da crise de legitimidade que corrói os poderes da República, e ameaça a democracia representativa, qual a praticamos.
O caso do lamentável presidente do Conselho Federal da OAB (por sinal, em seu gesto canhestro, esnobado pelo correntista suíço que ainda preside a Câmara dos Deputados) associa oportunismo e má-fé, indicativos também da crise de uma corporação que, quando presidida por Raymundo Faoro, lutou pela democracia e pela legalidade. Aliás, remontando às suas origens, essa havia sido a fonte do PMDB.
A busca de notoriedade a qualquer custo, porém, cobra preço altíssimo à dignidade requerida por algumas funções republicanas.
Essas considerações me ocorrem ao conhecer o relato de reunião de pauta do Jornal Nacional, da Rede Globo descrita pelo jornalista Clóvis Barros Filho (da USP) no livro Devaneios sobre a atualidade do Capital, de sua autoria e de Gustavo Fernandes Dainezi (Editora CDG, Porto Alegre, 2014, p. 22). Relato agora amplamente divulgado (ainda está no ar) pelo site Diário do Centro do Mundo. Lê-se ali:
“(…) vou dar um exemplo [de promiscuidade] que me chocou: fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional. Wiliam Bonner [editor e apresentador] liga para o Gilmar Mendes [ministro do STF], no celular, e pergunta: “Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?”[Responde o ministro:]”Depende, se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante”.
Até aqui não há registro de qualquer reação do ministro, nem tão pouco o diálogo escabroso foi desmentido pelo repórter da todo-poderosa Rede Globo.
O ministro Mendes – conhecido por abastardar o plenário do STF com seus frequentes comícios –aliás, foi há pouco fotografado em restaurante brasiliense conversando com destacados próceres do PSDB momentos antes de, em decisão monocrática, atendendo a pedido do PSDB, suspender a posse de Lula na Casa Civil da Presidência da República e devolver as investigações sobre o ex-presidente para Curitiba.
É sabido, aliás, esse mesmo famoso ministro, valendo-se do direito de vista, impediu, durante cerca de dois anos, que o STF concluísse, quando a votação estava 6 a 2, portando decidida pois o quorum é de 11 votos, o julgamento de ADI que pleiteava a proibição de financiamento de campanhas eleitorais – fundamental para o processo democrático.
Imediatamente após ao convescote e após participar de programa de televisão do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo e após juncar de obstáculos a posse de Lula na Casa Civil, e não por mero acaso, o ministro viajou a Lisboa onde um seu Instituto promove, financiado por não sei quem, seminário com políticos que lideram no Brasil a tentativa de decretar o impeachment da presidente Dilma, processo que, levado a termo, será presidido pelo presidente do STF, que, aliás, poderá ser chamado a falar sobre o seu mérito.
Entre seus colegas de vilegiatura, encontram-se o candidato Aécio Neves e o senador José Serra (também seu comensal), o qual, aliás, assim como o ministro Tófoli, seu escudeiro, foi recebido no evento com estrondosa vaia ofertada por professores e universitários portugueses, que não perderam a memória sobre o autoritarismo e o fascismo e o papel crucial que nos regimes de exceção cumpre o Poder Judiciário.
Porque as instituições não têm história própria. Sua história é escrita por seus juízes e esses escrevem suas próprias biografias com seus votos e suas sentenças, ditadas pela coragem e a covardia de cada um.
Para cada Evandro e para cada Ribeiro da Costa quantos Mendes teremos de aturar? Para cada Ulisses Guimarães (ou, mais atrás, Adauto Lúcio Cardoso) quantos Eduardos Cunhas e quantos Temer? Para cada Raymundo Faoro e para cada Marcelo Lavenere quantos, como é mesmo o nome do atual presidente do Conselho Federal da OAB? E que dizer da gloriosa ABI, que, depois de presidida por Barbosa Lima Sobrinho, é comandada hoje por um anônimo servidor do monopólio da informação?

sexta-feira, 18 de março de 2016

Duvida-se Ainda, Que Há Golpe Em Marcha?

Abaixo, além da carta aberta de Lula que diz somente querer Justiça, transcrevo decisão de Desembargador da Brasília que cassa a liminar contra a posse de Lula como ministro e transcrevo também título da matéria que prova que, conforme desembargador de Alagoas, o juiz CATTA PRETA (vixe!!!), atropelando todos os trâmites regulamentares, concedeu a liminar 4 (quatro!) minutos antes de receber o processo. Tem-se mais alguma dúvida de que há golpe em marcha? Tudo isto extraído do blog VIOMUNDO de Luiz Azenha.

Desembargador de Alagoas denuncia: Juiz federal de Brasília deu liminar 4 minutos e 19 segundos antes de receber o processo!

publicado em 17 de março de 2016 às 21:50

DESEMBARGADOR DERRUBA LIMINAR CONTRA POSSE DE LULA

“A decisão questionada, tomada em juízo de cognição sumaríssima, em momento de sensível clamor social, tem o condão de acarretar grave lesão à ordem e à economia pública, visto que agrava, ainda mais, a crise política, de governabilidade e de credibilidade, com inegável impacto no panorama econômico do país”, afirmou em despacho Cândido Ribeiro.


Do Instituto Lula:
Carta aberta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  
Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal.

Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça e garantir o cumprimento da lei  e o respeito inarredável ao estado de direito.

Creio também nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão.

Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me  alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade.

Nos oito anos em que exerci a presidência da República, por decisão soberana do povo – fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias – tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário.

Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade.

Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas.

Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para preservar a dignidade da Suprema Corte, e para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos.

Agi daquela forma não apenas porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores.

Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das responsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro.

Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça.

Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticado atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família.

Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito.

Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas.

Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5o. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter.

Não me conformo que se palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do levantamento ilegal do sigilo das informações.

Não me conformo que o juízo personalíssimo de valor se sobreponha ao direito.

Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.

Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte.

Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático.

Luiz Inácio Lula da Silva

quarta-feira, 16 de março de 2016

HENFIL, UM VISIONÁRIO

O cartuista Henfil, precocemente falecido, em uma das suas memoráveis "tirinhas", nos idos de 1980, já denunciava, com sua deliciosa sátira, o processo persecutório que se desenrola por todo esse tempo e até então contra o ex-presidente Lula. Deliciemo-nos com a arte e a perspicácia do saudoso craque das artes gráficas. Deixo de dar o crédito ao autor da postagem original por ter perdido a fonte, mas acredito que devo ter extraído do blog Conversa Afiada, que o autor da postagem me desculpe.

domingo, 13 de março de 2016

REDE GLOBO MENTE E CENSURA DEFESA DE LULA

Reproduzo matéria publicada no Conversa Afiada, em que mais, uma vez, uma rede de televisão utiliza uma concessão de serviço público para disseminar notícias fraudulentas com claros objetivos de denegrir a imagem de um ex-presidente e afrontar claramente a regra do jogo democrático. E o estrago já está feito! O claro objetivo - ALIMENTAR AS MANIFESTAÇÕES marcadas para hoje, domingo - foi alcançado.

 O Conversa Afiada publica e-mail que recebeu do Instituto Lula e os documentos relativos à fraude da Globo e o texto da resposta de Lula que o Bonner vai ler.
Companheiros,
A Globo fraudou um e-mail da Globonews para lançar uma cortina de fumaça em tono do pedido de direito de resposta do Lula.
As provas do crime estão em nota que está no site do Instituto Lula, junto com o texto censurado da resposta de Lula ao Jornal Nacional de quinta-feira (10) e a carta-protocolo do pedido de direito de resposta.
Por alguma razão (qual seria?) o site do IL caiu.
Envio os três anexos: 
Nossa resposta de hoje denunciando a fraude e a censura da Rede Globo
O texto do direito de resposta do Lula censurado pela Globo
A carta-protocolo dos advogados ã Globo.
Agradeço a atenção de todos.
As ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.
O Jornal Nacional da Rede Globo mentiu na edição deste sábado, e isto não surpreende.
A VERDADE: A reportagem do Jornal Nacional NÃO PROCUROU  a assessoria do Instituto Lula, na quinta-feira (10 de março) para comentar  a denúncia dos procuradores do MP de São Paulo contra o ex-presidente LULA.
A MENTIRA:  A mensagem de e-mail exibida no Jornal Nacional deste sábado é de um repórter da GloboNews, e não do JN ou de qualquer outra redação da REDE GLOBO.
A PROVA DA MENTIRA:

Ao reproduzir parcialmente o e-mail deste jornalista, a REDE GLOBO apagou deliberadamente o logotipo da GLOBONEWS, para enganar o público.
Os contatos entre a assessoria de Imprensa do Instituto Lula e a redação do Jornal Nacional sempre foram feitos diretamente.
É degradante que a REDE GLOBO utilize o nome de um profissional da Globo News para montar a farsa que foi ao ar no JN deste sábado.
O mesmo vale para as mensagens enviadas à assessoria de imprensa dos advogados de Lula, e que não mencionavam reportagem no Jornal Nacional sobre a denúncia do MP.
O que o Jornal Nacional tentou fazer na edição deste sábado foi lançar uma cortina de fumaça sobre as mentiras e gravíssimos erros cometidos na edição de quinta-feira.
2) Os advogados do ex-presidente Lula preparam as medidas judiciais cabíveis diante da recusa da REDE GLOBO  em atender ao Direito de Resposta e para reparar as novas ofensas dirigidas neste sábado ao ex-presidente Lula.
3) A solicitação de Direito de Resposta do ex-presidente Lula foi feita nos termos da lei, tempestivamente, como se pode confirmar na carta dos advogados, que está anexada a esta nota.
A reportagem de quinta-feira é parcial e caluniosa porque, ao longo de 9 minutos de reportagem, o ex-presidente Lula foi acusado 18 vezes (sem fundamento e sem resposta) pela prática de 10 diferentes crimes, foi alvo de 9 ofensas e 2 calúnias, a mais grave e desrespeitosa, quando o repórter comparou Lula a um traficante de drogas, calúnia que extrapola até mesmo as leviandades contidas nos autos da denúncia.
4) O texto de resposta do ex-presidente Lula à Rede Globo não tem ironias nem se alonga em comentários críticos ao jornalismo da Rede Globo, como alegou a emissora para censurá-lo.
O texto tem 950 palavras. Na reportagem de 10 de março, o apresentador Willian Bonner, o repórter José Roberto Burnier e os promotores José Carlos Blat e Cássio Conserino utilizaram 1.085 palavras para -- sem provas e sem defesa – ofender, difamar e caluniar o ex-presidente, sem qualquer respeito ao equilíbrio jornalístico.
O que Lula aponta na resposta censurada é a parcialidade do Jornal Nacional – veiculado por uma concessionária de serviço público – que não respeitou nem seus direitos nem o direito do público à informação correta.
O que a Rede Globo chamou neste sábado de “ironias” são as duras verdades que a emissora se recusa a ouvir.
5) A truculenta reação da REDE GLOBO a uma solicitação de Direito de Resposta, apresentada nos termos da Lei, expõe mais uma vez a extrema dificuldade desta emissora em lidar com os princípios democráticos que norteiam a liberdade de imprensa, e que deveriam ser observados com rigor numa CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO.
Entre estes princípios estão o equilíbrio editorial,  o respeito ao contraditório, o rigor na apuração, o juízo imparcial da notícia e a serena humildade diante dos fatos.
Na parte de sua resposta que foi censurada, Lula recorda que a REDE GLOBO levou 30 anos para pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado o golpe 64, praticando um jornalismo de um lado só ao longo de duas décadas.
O jornalismo arrogante, de um lado só, voltou às telas do Jornal Nacional neste sábado, por meio de um dos porta-vozes daqueles tempos sombrios. Esta é uma noite para lembrar que as ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.

LEIA AQUI A RESPOSTA DO EX-PRESIDENTE LULA AO JORNAL NACIONAL:

“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, e minha mulher, Marisa Letícia, não somos e nunca fomos donos de nenhum apartamento tríplex no Guarujá nem em qualquer outro lugar do litoral brasileiro.
Meu patrimônio imobiliário hoje é exatamente o mesmo que eu tinha ao assumir a presidência da República, em janeiro de 2003:
O apartamento onde moro com Marisa, e onde já morávamos antes do governo,  e o rancho “Los Fubangos”, um pesqueiro na represa Billings.
Ambos adquiridos a prestações. Também temos dois apartamentos de 70 metros quadrados que Marisa recebeu em permuta por um lote que ela herdou da mãe.
Tudo em São Bernardo do Campo. Tudo registrado em nosso nome no cartório e na declaração anual de bens.
Esta é a verdade dos fatos, em sua simplicidade: entrei e saí da Presidência da República com os mesmos imóveis que adquiri ao longo da vida, trabalhando desde criança, como sabem os brasileiros.
Não comprei nem ganhei apartamento, mansão, sítio, fazenda, casa de praia, no Brasil ou no exterior.
Jamais ocultei patrimônio nem registrei propriedade particular em nome de outras pessoas.
Nunca registrei nada em nome de empresas fictícias com sede em paraísos fiscais, artifício utilizado por algumas das mais ricas famílias deste País para fugir ao pagamento de impostos.
As informações sobre o patrimônio do Lula – verdadeiras, fidedignas, documentadas – sempre estiveram à disposição do Ministério Público e da imprensa, inclusive da Rede Globo.
Estas informações foram deliberadamente ocultadas do público na reportagem do Jornal Nacional que apresentou as acusações do Ministério Público de São Paulo.
Eu não fui procurado pela Globo para apresentar meu ponto de vista. Ninguém da minha assessoria foi procurado. O direito ao contraditório foi sonegado.
Alguém se apropriou indevidamente do meu direito de defesa.
Não é a primeira vez que isso acontece e certamente não será a última.
Mas eu fiquei indignado ao ver minha mulher e meu filho sendo retratados na televisão como se fossem criminosos.
Mesmo na mais acirrada disputa política – e o jornalismo não está acima dessas disputas – nada justifica envolver a família, a mulher, os filhos, como ocorreu nesse caso.
Fiquei indignado porque, ao longo de 9 minutos, o apresentador William Bonner e o repórter José Roberto Burnier me acusaram 18 vezes de ter cometido 10 crimes diferentes; sem nenhuma prova, endossando as leviandades de três membros do Ministério Púbico de São Paulo.
Reproduziram ofensas, muitas ofensas, a partir de uma denúncia que sequer foi aceita pela juíza. E ainda por cima, denúncia de um promotor que já foi advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, porque atuou fora da lei neste caso.
A Rede Globo me conhece o suficiente para fazer uma avaliação equilibrada das acusações lançadas por aquele promotor, antes de reproduzi-las integralmente pelas vozes de William Bonner e Roberto Burnier.
A Rede Globo recebeu, desde 31 de janeiro, todas as informações referentes ao tríplex, com documentos que comprovam que nem eu nem Marisa nem nosso filho Fabio somos donos daquilo. É uma longa e detalhada nota, chamada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”.
Cheguei a abrir mão do meu sigilo fiscal e anexei a esta nota parte de minha declaração de bens.
Quando divulgamos este documento esclarecedor, o Jornal Nacional fez uma série de matérias tentando desqualificar o que estava dito lá. Duvidaram de cada detalhe, procuraram contradições, chegaram a distorcer uma entrevista do meu advogado.
Quanta diferença...
Na reportagem sobre a denúncia do procurador, nada foi questionado. Tudo foi endossado e ratificado como se fosse absoluta verdade.
A Rede Globo sempre poderá dizer que estava apenas “retratando os fatos”, “prestando informações à sociedade”,  “cumprindo seu dever jornalístico”.
Só não vai conseguir explicar ao povo brasileiro a diferença gritante de tratamento: quando acusam o Lula, é tudo verdade; quando o Lula se defende, é tudo suspeito.
Em 40 anos de vida política, aprendi a lidar com o preconceito, com a inveja e até com o ódio político.
Mas não me conformo, como ex-presidente desse imenso país chamado Brasil, não posso me conformar de ser comparado a um traficante de drogas, como aconteceu no final da reportagem.
Essa comparação ofensiva, injuriosa, caluniosa, não está nos autos da denúncia do Ministério Público.
Não sei quem decidiu incluir isso na reportagem, mas posso avaliar seu caráter.
Se esta mensagem está sendo lida hoje na Rede Globo é por uma decisão da Justiça, com base na Lei do Direito de Resposta, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no final do ano passado.
Esta lei garante que a Liberdade de Imprensa seja realmente um direito de todos e não um privilégio daqueles que detém os meios de comunicação.
É ela que nos permite enfrentar a ocultação de informações, a sonegação do contraditório, a falsidade informativa, a lavagem da notícia.
Estes vícios foram sistematicamente praticados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil durante a ditadura e fizeram tão mal ao País quanto a censura, que abolimos na Constituição de 1988.
A Rede Globo levou mais de 30 anos para pedir desculpas ao País por ter apoiado a ditadura, praticando um jornalismo de um lado só. Graças à lei do Direito de Resposta, não tenho de esperar tanto tempo para responder às ofensas dirigidas a mim e a minha família no Jornal Nacional.
Eu não estou usando este direito de resposta para me defender apenas, e a minha família. É para defender a democracia, o estado de direito e a própria liberdade de imprensa, que só é verdadeira quando admite o contraditório e respeita a verdade dos fatos.
Quando estes princípios são ignorados, em reportagens como aquela do Jornal Nacional, o maior prejudicado não é o Lula, é cada cidadão e a sociedade, é a democracia”.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA




sexta-feira, 11 de março de 2016

Por Quê Lula Deve Ser Preso

Do blog de Luis Nassif, extraio o artigo que segue:
Por Fábio de Oliveira Ribeiro
Lula só pode ser um criminoso. Ele nasceu pobre e não teve uma educação formal sofisticada. Mesmo não preenchendo os requisitos tradicionais familiares, econômicos, educacionais e sociais para ser um líder Lula conseguiu se elevar de operário a sindicalista e de sindicalista a fundador e principal líder de um partido político. Ele foi eleito deputado federal constituinte e, algumas décadas depois, se tornou o primeiro ex-operário a ocupar a presidência da república.
O crime de Lula é evidente. Contra todas as expectativas ele fez aquilo que a maioria dos advogados, promotores e juízes não conseguiram e não conseguirão fazer: Lula saiu do anonimato para se transformar num símbolo nacional e internacional da luta por justiça social e da erradicação da fome.
A fome de justiça de Lula é um crime extremamente grave. Se tivesse ficado de cabeça baixa, ele não despertaria o ódio dos juízes frustrados que julgam processos e não conseguem ser amados pelos cidadãos. Se não tivesse chegado onde chegou, Lula certamente teria evitado a inveja dos promotores que se julgam mal remunerados quando comparam seus salários aos rendimentos de um ex-presidente regiamente pago para dar palestras.
Lula é sem dúvida alguma um homem extremamente periculoso. Ele se transformou no exemplo bem sucedido que não pode ser imitado pelos seus iguais. Ele é o operário que merece ser humilhado dentro da fábrica e espancado na rua quando entra em greve. Ele é o índio que não foi posto em fuga pelo dono do arcabuz que deseja cercar a terra. O negro que se desviou do chicote e se recusou a chicotear os outros negros. O colono pobre que rejeitou a vida vil de agregado submisso. Ele, o paradigma inexistente na história brasileira.
A prisão de Lula é indispensável. Ele que ousou conhecer o mundo e ser respeitado fora do Brasil. Ele que não hesitou em defender o país quando deveria fazer isto. Ele que rebaixa à condição de “vira-latas complexados” todos os altivos varões da pátria que tiram sem qualquer resistência os sapatos a pedido dos policiais nos aeroportos norte-americanos.
Como não punir um homem que deixou de agir como FHC? Se Lula não investigasse ninguém e garantisse o bem estar dos corruptos da situação e da oposição tudo seria diferente. Ele terminaria seu mandato com um apartamento em Paris sob os aplausos da grande imprensa. Ninguém perguntaria de onde veio o dinheiro que garantiu a compra de um luxuoso imóvel na Av. Foch.
Como não amordaçar, encarcerar, torturar, matar e esquartejar um político que se recusou a agir como José Serra, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes agiram em São Paulo? Se fosse um dos honrados larápios que chefiaram a quadrilha que desviou mais de 1 bilhão de reais do Metro e da CPTM a vida de Lula seria tranquila. Ele teria usado Tribunal de Contas, MP, Justiça e maioria parlamentar para se proteger e não seria investigado exatamente como os referidos tucanos não foram e não serão.
Sim, Lula é o criminoso irredutível e imperdoável. Ele, que ousa se misturar com um povo que, por causa dele, já não fede mais do que os cavalos do Figueiredo. Ele, que não tratou a “questão social” como “caso de polícia” à moda de Washington Luís e dos dois últimos governadores tucanos de São Paulo. Ele, que nunca mandou a polícia bater em professores como Nero Richa.
Maldito Lula. Ele é amado pelo povo brasileiro e se recusa a maltratá-lo. Maldito Lula. Ele não pode ser derrotado nas urnas. Deve ser preso, pois não pode ser deportado. Maldito Lula. Ele prefere ficar no Brasil a ser Secretário Geral da ONU. Duas vezes maldito seja Lula caso se torne Secretário Geral da ONU, cargo com o qual nenhum político, juiz ou promotor do PSDB jamais sonhou ou poderá sonhar.
Maldito seja Lula porque ele não fracassou como muitos de seus inimigos. Maldito seja aquele que não fracassou como a maioria de nós e que, mesmo assim, não nos tratou como fracassados. Confesso humildemente ao leitor que estou entre bem sucedidos casos de fracasso muito embora não seja inimigo de ninguém, exceto dos inimigos da democracia.
A humanidade de Lula é odiosa, criminosa, ofensiva e insuportável. Ele não deveria ter nascido e nasceu. Não deveria ter vingado e vingou. Não deveria ter sucesso e teve. Lula não deveria resistir aos abusos e resiste. Mas ele não resiste com violência. Eis o verdadeiro crime de Lula: uma civilidade imensa que faz parecer sórdido tudo que no Brasil os "donos do poder" consideram elevado.
Lula rebaixa a elite brasileira porque não se ajoelha diante de ninguém. E, para maior desespero dos “donos do poder”, ele se eleva duas vezes mais que qualquer outro político porque nunca se colocou acima do povo brasileiro. Como ele não há igual. Lula é tão diferente que se recusou a vingar sua infância pobre usando a presidência para empobrecer a população. Maldito ser sem recalques. Lula nem mesmo devorou o orçamento da União recebendo salários, gratificações, prêmios e abonos absurdos como os juízes e promotores costumam fazer enquanto reclamam ganhar pouco (muito embora sejam regiamente pagos, mais bem pagos do que o próprio presidente da república).
Os crimes do Lula não denunciados pelo promotor paulista foram quase todos enumerados. Mas há um último delito que merece ser mencionado. Lula dos brasileiros, segundo os padrões tradicionais do Brasil, não pode nem mesmo ser considerado humano. É de se suspeitar que Lula tenha vindo do terrível planeta Xar*. Este famigerado e perigoso alienígena petista deve, portanto, ser colocado a ferros. Desgraçadamente, porém, Lula não pode ser despedaçado na boca do canhão já que modernizou as Forças Armadas brasileiras

quarta-feira, 9 de março de 2016

A Prática da "Teoria da Conspiração"

Quando ocorreram as manifestações em 2013 e que se prolongaram, por algum tempo, eu confesso: fiquei aturdido! Levei muito tempo para entender o que, em verdade, acontecia, tal foi a adesão de setores da população que, acreditava eu, serem progressistas e democráticos, (gente muito próxima a mim, até). Isto, logicamente, confunde uma mente não tão afeita a repentinas mudanças de rumo político, posicionamento ideológico, como acontecera naquele período. O fato é que a manifestação original e legítima teve origem no MPL (Movimento pelo Passe Livre), que reivindicava “tarifa zero” para o transporte público. Daí, grupos, como um tal de black blocks...
Nas redes sociais e movimentações de rua surgem, da noite para o dia, movimentos como o “Movimento Brasil Livre” e “Estudantes Pela Liberdade”. Constatou-se, com o tempo, que eram financiados pelo Charles Kock Institute, ONG de dois irmãos, Charles e David, herdeiros donos de uma das maiores fortunas dos Estados Unidos.
Os Kock ficaram conhecidos por financiar ONGs de ultradireita visando interferir na política norte-americana (http://migre.me/tbj3w). E tem obviamente ambições de ampliar seu império petrolífero explorando outras bacias fora dos EUA.” (“jornalggn.com.br/luisnassif”),

e pessoas individualmente oportunistas engrossaram o caldo que por pouco não desagua numa refrega de consequências inimagináveis, mas certamente com derramamento de sangue ou coisa muito pior.
Bem, no presente momento, eu não tenho dúvida de que, do nascimento de um movimento legítimo e ordeiro, naquele instante estava lançada a semente do aparelhamento visando a derrocada do governo trabalhista, do estado de direito e da democracia, em favor da retomada de poder pela secular oligarquia dominante.
Essa mesma oligarquia, para reforçar sua argumentação diz sempre que o país não vive numa ilha. Que o país precisa estar antenado com a globalização. com o “neo” liberalismo, ideologia, diga-se de passagem, que levou nos idos de ’90 a nossa nação ao fundo do poço. E pegando o “gancho” desse argumento, há que se fazer uma reflexão profunda no sentido de que está a se pôr em prática a “paranoica” “Teoria da Conspiração”. Convenhamos, “primaveras” em países árabes e do leste europeu; “derrubada” de um governo legitimo no Paraguaio; a efervescência política infindável na Venezuela e outros eventos mais. Alguém ainda tem dúvida de que todas essas coisas não acontecem isoladamente? Que essas coisas fazem parte da “conspiração” pela tomada do poder geo-político mundial pelos “neo” imperialistas (antes apossavam-se de nações pela força, hoje pretendem-se mais sutis).
Seguindo, por que esse ataque ensandecido contra a Petrobrás? Inclusive com troca de reservadas informações entre o MPF, na pessoa do PGR, em deslocamento pessoal (!!!) aos Estados Unidos, e autoridades norte-americanas, informações que denigrem a nossa maior empresa, uma empresa das estratégicas reservas petrolíferas, razão das muitas guerras por ai afora?
Por que o ataque direto, amplo e aberto (não seria caso de Segurança Nacional?) ao soberano, e de maior interesse estratégico, projeto do submarino a propulsão nuclear? 
Para selar de vez a parceria com a cooperação internacional, o próprio PGR Rodrigo Janot foi aos Estados Unidos comandando uma equipe da Lava Jato para dois eventos controversos.
O primeiro, levar informações da Petrobras para possíveis processos conduzidos pelo Departamento de Justiça contra a estatal brasileira. [ABSURDO!] O segundo trazer de lá informações que explodiram na Eletronuclear, [empresa que desenvolve o projeto do submarino] depois de encontro com advogado do Departamento de Justiça ligada a escritório de advocacia que atende o segmento nuclear por lá.” [verdade?  ABSURDO!]. (“jornalggn.com.br/luisnassif”)
Por fim, o que se está a assistir, com a complacência dos que deveriam fazer cumprir a Constituição Federal, zelar pelo estado de direito, pela Justiça, é a instituição de uma novo e auto investido Poder com capital em Curitiba, cujo funcionamento afronta e tem por finalidade maior destituir o governo legal e legitimamente constituído e, acima de tudo, retomar a subjugação da nação para as mãos dos oligarcas raivosos e inconformados com a inequívoca rejeição, por diversas vezes, pelas urnas.
Mais informação, para encerrar:
A Lava Jato não pode mais ser vista como uma operação de investigação isolada. Ela é tudo o que gerou de forma associada, e teve a ajuda central de organismos internacionais – caso contrário jamais teria chegado às quadrilhas que operavam na Petrobras. [verdade! Mas preserve-se o patrimônio do povo brasileiro, que é a Petrobrás]
Ambos –operadores da Lava Jato e do Congresso - estão umbilicalmente ligados. No plano econômico e social, a contraparte da Lava Jato é a flexibilização da Lei do Petróleo e dos gastos sociais, acabando de vez com o legado social dos últimos governos. 
de obter concessões nas áreas de petróleo e de gastos sociais.
Mas há um conjunto de atos e omissões inexplicáveis:
1.    A visita aos EUA levando informações da Petrobras e trazendo da Eletronorte. [quer dizer, Eletronuclear]
2.    A blindagem ao senador Aécio Neves. Na única vez que conversei com Janot ele assegurou que até abril (do ano passado) daria parecer no inquérito que investiga contas de Aécio em Liechtenstein. Não só não desengavetou como desqualificou três delações sobre ele. A incapacidade de conduzir um inquérito sequer sobre as Organizações Globo.” [o “abandono” dessa “força-tarefa ao período que envolve o ex-presidente FHC com a combatida corrupção na Petrobrás é um claríssimo sinal da tendenciosa seletividade e claríssima indicação de quem e do que persegue o referido “poder” curitibano].(“jornalggn.com.br/luisnassif”).

segunda-feira, 7 de março de 2016

FRAUDE COMETIDO PELO "jornal nacional"

Veja-se como se prova e comprova a tendenciosidade no noticiar e a inegável cumplicidade, (ou a “chefia”?), da famigerada rede de televisão com a gang que quer tomar de assalto o poder executivo da nação.

É assim e sempre foi assim, omitindo, criando factoides por todos esses tempos de forma a manter o governo trabalhista acuado, a economia paralisada, criminosamente, com o intuito de perpetrar o golpe de destituição do governo legitimamente eleito.

Como poucas pessoas têm acesso a este tipo de informação, pois que somente informam-se, aquelas outras, pela grande imprensa, capitaneada por essa deletéria rede de televisão, é que transcrevo esclarecimentos fornecidos pelo Instituto Lula: 

Rede Globo frauda nota do Instituto Lula outra vez

Leia aqui a íntegra da nota enviada pelo Instituto Lula ao Jornal Nacional para ser lida na edição de sábado (5/03). Em negrito, os trechos censurados pela Globo.
“1)O ex-presidente Lula sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecer a verdade e repudia qualquer insinuação diferente disso. O Instituto Lula e a LILS forneceram voluntariamente todos os dados solicitados pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, que recebeu todas as informações em janeiro. A firme reação da sociedade aos abusos cometidos ontem pela Operação Lava Jato deve servir de alerta aos investigadores para que não persistam em atuar fora da lei.

2) A Operação LavaJato prestará um serviço ao estado de direito se apurar e punir o vazamento do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula e dos Instituto Lula para a revista Veja e para as Organizações Globo.

3) O Instituto Lula e a empresa LILS Palestras não têm apenas receitas, também têm despesas, como qualquer instituição. A insistência dos procuradores da Lava Jato em divulgar apenas parte da contabilidade, misturando entidades e recursos distintas, com clara intenção difamatória, é uma vergonha para a instituição do Ministério Público.”

[Segue comentário do Instituto sobre o mesmo assunto]
Não é a primeira vez que o telejornal da Família Marinho censura, distorce e frauda as manifestações do Instituto Lula apresentadas, cinicamente, como “outro lado” de seu noticiário faccioso em relação ao ex-presidente Lula.

Na edição deste sábado, a Globo dedicou 4 minutos e 15 segundos a um vídeo que misturava fofocas de policiais anônimos com acusações sem fundamento do Ministério Público Federal (Força Tarefa) ao ex-presidente.

Estas acusações, levianas e irresponsáveis, foram lidas pela repórter, sobre uma reprodução cinematográfica do texto.
Em mais uma exibição de sua falsa imparcialidade, seguiu-se um vídeo de menos de 30 segundos com cenas do ex-presidente Lula, durante os quais se informou laconicamente que o ex-presidente “negou todas as acusações”.
Mas negou como? Com que argumentos, se eles foram omitidos na reportagem? Que espécie de “outro lado” é esse, onde o Ministério Público fala o que quer, pela voz da repórter, pela reprodução de seus documentos, pelas cenas exibidas ao longo de 4 minutos e 30 segundos de acordo com o enredo da acusação, e Lula simplesmente “nega”?
Além disso, se o Jornal Nacional dá tanta importância ao vazamento de informações na Operação Lava Jato, por que não mencionou em sua reportagem principal, de 5 minutos e meio, o tweet do editor ególatra da revista Época, que antecipou a 24a. fase na madrugada de sexta-feira?
Mais do que manipulador, o jornalismo da Globo é desonesto. Ao solicitar manifestação da assessoria do Instituto Lula, a produção do Jornal Nacional escondeu o inteiro teor da reportagem, prática antijornalistica que também se tornou habitual. É o que se pode comprovar no email enviado pela produção à assessoria do Instituto Lula:


--------- Mensagem encaminhada ----------
De: 
Data: 5 de março de 2016 19:10
Assunto: NOTA PARA O JORNAL NACIONAL DE HOJE
Para: "IMPRENSA@INSTITUTOLULA.ORG" 
Boa noite
O Jornal Nacional está fazendo uma reportagem que vai tratar sobre a busca e apreensão no Instituto Lula.
Segundo apuração da nossa reportagem em Curitiba, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se  houve vazamento de informações sobre a operação. O que o Instituto tem a dizer?  
A reportagem vai abordar ainda os valores recebidos pela  (LILS) empresa de palestras do Ex- Presidente Lula  e pelo Instituto.  São quase 30 milhões de reais, de seis empreiteiras entre  2011 e 2014.  O que tem a dizer ?
A mensagem foi encaminhada às 19h10, faltando 1 hora e 20 minutos para o Jornal Nacional ir ao ar, a resposta precisaria ser dada até as 20h. Isso mostra que não houve a menor intenção de apurar seriamente os fatos, checar informações duvidosas, dar a Lula a mesma oportunidade de responder que a Lava Jato teve para acusar.
Isso não é, nunca foi e nunca será jornalismo. É o exercício cotidiano da censura, da manipulação e da fraude, numa concessionária de serviço público que constrange e envergonha os verdadeiros profissionais da imprensa