O cartuista Henfil, precocemente falecido, em uma das suas memoráveis "tirinhas", nos idos de 1980, já denunciava, com sua deliciosa sátira, o processo persecutório que se desenrola por todo esse tempo e até então contra o ex-presidente Lula. Deliciemo-nos com a arte e a perspicácia do saudoso craque das artes gráficas. Deixo de dar o crédito ao autor da postagem original por ter perdido a fonte, mas acredito que devo ter extraído do blog Conversa Afiada, que o autor da postagem me desculpe.
Estreitar contatos com os amigos, dando-lhes notícias da atualidade e divulgar minhas produções literárias.
quarta-feira, 16 de março de 2016
domingo, 13 de março de 2016
REDE GLOBO MENTE E CENSURA DEFESA DE LULA
Reproduzo
matéria publicada no Conversa Afiada, em que mais, uma vez, uma rede de
televisão utiliza uma concessão de serviço público para disseminar notícias
fraudulentas com claros objetivos de denegrir a imagem de um ex-presidente e
afrontar claramente a regra do jogo democrático. E o estrago já está feito! O claro objetivo - ALIMENTAR AS MANIFESTAÇÕES marcadas para hoje, domingo - foi alcançado.
O Conversa
Afiada publica e-mail que recebeu do Instituto Lula e os documentos
relativos à fraude da Globo e o texto da resposta de Lula que o Bonner vai ler.
Companheiros,
A Globo fraudou um e-mail da Globonews para lançar uma cortina de fumaça em tono do pedido de direito de resposta do Lula.
As provas do crime estão em nota que está no site do Instituto Lula, junto com o texto censurado da resposta de Lula ao Jornal Nacional de quinta-feira (10) e a carta-protocolo do pedido de direito de resposta.
Por alguma razão (qual seria?) o site do IL caiu.
Envio os três anexos:
Nossa resposta de hoje denunciando a fraude e a censura da Rede Globo
O texto do direito de resposta do Lula censurado pela Globo
A carta-protocolo dos advogados ã Globo.
Agradeço a atenção de todos.
As ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.
Companheiros,
A Globo fraudou um e-mail da Globonews para lançar uma cortina de fumaça em tono do pedido de direito de resposta do Lula.
As provas do crime estão em nota que está no site do Instituto Lula, junto com o texto censurado da resposta de Lula ao Jornal Nacional de quinta-feira (10) e a carta-protocolo do pedido de direito de resposta.
Por alguma razão (qual seria?) o site do IL caiu.
Envio os três anexos:
Nossa resposta de hoje denunciando a fraude e a censura da Rede Globo
O texto do direito de resposta do Lula censurado pela Globo
A carta-protocolo dos advogados ã Globo.
Agradeço a atenção de todos.
As ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.
O Jornal Nacional da Rede
Globo mentiu na edição deste sábado, e isto não surpreende.
A VERDADE: A reportagem do Jornal Nacional NÃO PROCUROU a assessoria do Instituto Lula, na quinta-feira (10 de março) para comentar a denúncia dos procuradores do MP de São Paulo contra o ex-presidente LULA.
A MENTIRA: A mensagem de e-mail exibida no Jornal Nacional deste sábado é de um repórter da GloboNews, e não do JN ou de qualquer outra redação da REDE GLOBO.
A PROVA DA MENTIRA:
A VERDADE: A reportagem do Jornal Nacional NÃO PROCUROU a assessoria do Instituto Lula, na quinta-feira (10 de março) para comentar a denúncia dos procuradores do MP de São Paulo contra o ex-presidente LULA.
A MENTIRA: A mensagem de e-mail exibida no Jornal Nacional deste sábado é de um repórter da GloboNews, e não do JN ou de qualquer outra redação da REDE GLOBO.
A PROVA DA MENTIRA:
Ao reproduzir parcialmente o e-mail deste jornalista, a REDE GLOBO
apagou deliberadamente o logotipo da GLOBONEWS, para enganar o público.
Os contatos entre a assessoria de Imprensa do Instituto Lula e a redação
do Jornal Nacional sempre foram feitos diretamente.
É degradante que a REDE GLOBO utilize o nome de um profissional da Globo News para montar a farsa que foi ao ar no JN deste sábado.
O mesmo vale para as mensagens enviadas à assessoria de imprensa dos advogados de Lula, e que não mencionavam reportagem no Jornal Nacional sobre a denúncia do MP.
O que o Jornal Nacional tentou fazer na edição deste sábado foi lançar uma cortina de fumaça sobre as mentiras e gravíssimos erros cometidos na edição de quinta-feira.
2) Os advogados do ex-presidente Lula preparam as medidas judiciais cabíveis diante da recusa da REDE GLOBO em atender ao Direito de Resposta e para reparar as novas ofensas dirigidas neste sábado ao ex-presidente Lula.
3) A solicitação de Direito de Resposta do ex-presidente Lula foi feita nos termos da lei, tempestivamente, como se pode confirmar na carta dos advogados, que está anexada a esta nota.
A reportagem de quinta-feira é parcial e caluniosa porque, ao longo de 9 minutos de reportagem, o ex-presidente Lula foi acusado 18 vezes (sem fundamento e sem resposta) pela prática de 10 diferentes crimes, foi alvo de 9 ofensas e 2 calúnias, a mais grave e desrespeitosa, quando o repórter comparou Lula a um traficante de drogas, calúnia que extrapola até mesmo as leviandades contidas nos autos da denúncia.
4) O texto de resposta do ex-presidente Lula à Rede Globo não tem ironias nem se alonga em comentários críticos ao jornalismo da Rede Globo, como alegou a emissora para censurá-lo.
O texto tem 950 palavras. Na reportagem de 10 de março, o apresentador Willian Bonner, o repórter José Roberto Burnier e os promotores José Carlos Blat e Cássio Conserino utilizaram 1.085 palavras para -- sem provas e sem defesa – ofender, difamar e caluniar o ex-presidente, sem qualquer respeito ao equilíbrio jornalístico.
O que Lula aponta na resposta censurada é a parcialidade do Jornal Nacional – veiculado por uma concessionária de serviço público – que não respeitou nem seus direitos nem o direito do público à informação correta.
O que a Rede Globo chamou neste sábado de “ironias” são as duras verdades que a emissora se recusa a ouvir.
5) A truculenta reação da REDE GLOBO a uma solicitação de Direito de Resposta, apresentada nos termos da Lei, expõe mais uma vez a extrema dificuldade desta emissora em lidar com os princípios democráticos que norteiam a liberdade de imprensa, e que deveriam ser observados com rigor numa CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO.
Entre estes princípios estão o equilíbrio editorial, o respeito ao contraditório, o rigor na apuração, o juízo imparcial da notícia e a serena humildade diante dos fatos.
Na parte de sua resposta que foi censurada, Lula recorda que a REDE GLOBO levou 30 anos para pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado o golpe 64, praticando um jornalismo de um lado só ao longo de duas décadas.
O jornalismo arrogante, de um lado só, voltou às telas do Jornal Nacional neste sábado, por meio de um dos porta-vozes daqueles tempos sombrios. Esta é uma noite para lembrar que as ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.
É degradante que a REDE GLOBO utilize o nome de um profissional da Globo News para montar a farsa que foi ao ar no JN deste sábado.
O mesmo vale para as mensagens enviadas à assessoria de imprensa dos advogados de Lula, e que não mencionavam reportagem no Jornal Nacional sobre a denúncia do MP.
O que o Jornal Nacional tentou fazer na edição deste sábado foi lançar uma cortina de fumaça sobre as mentiras e gravíssimos erros cometidos na edição de quinta-feira.
2) Os advogados do ex-presidente Lula preparam as medidas judiciais cabíveis diante da recusa da REDE GLOBO em atender ao Direito de Resposta e para reparar as novas ofensas dirigidas neste sábado ao ex-presidente Lula.
3) A solicitação de Direito de Resposta do ex-presidente Lula foi feita nos termos da lei, tempestivamente, como se pode confirmar na carta dos advogados, que está anexada a esta nota.
A reportagem de quinta-feira é parcial e caluniosa porque, ao longo de 9 minutos de reportagem, o ex-presidente Lula foi acusado 18 vezes (sem fundamento e sem resposta) pela prática de 10 diferentes crimes, foi alvo de 9 ofensas e 2 calúnias, a mais grave e desrespeitosa, quando o repórter comparou Lula a um traficante de drogas, calúnia que extrapola até mesmo as leviandades contidas nos autos da denúncia.
4) O texto de resposta do ex-presidente Lula à Rede Globo não tem ironias nem se alonga em comentários críticos ao jornalismo da Rede Globo, como alegou a emissora para censurá-lo.
O texto tem 950 palavras. Na reportagem de 10 de março, o apresentador Willian Bonner, o repórter José Roberto Burnier e os promotores José Carlos Blat e Cássio Conserino utilizaram 1.085 palavras para -- sem provas e sem defesa – ofender, difamar e caluniar o ex-presidente, sem qualquer respeito ao equilíbrio jornalístico.
O que Lula aponta na resposta censurada é a parcialidade do Jornal Nacional – veiculado por uma concessionária de serviço público – que não respeitou nem seus direitos nem o direito do público à informação correta.
O que a Rede Globo chamou neste sábado de “ironias” são as duras verdades que a emissora se recusa a ouvir.
5) A truculenta reação da REDE GLOBO a uma solicitação de Direito de Resposta, apresentada nos termos da Lei, expõe mais uma vez a extrema dificuldade desta emissora em lidar com os princípios democráticos que norteiam a liberdade de imprensa, e que deveriam ser observados com rigor numa CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO.
Entre estes princípios estão o equilíbrio editorial, o respeito ao contraditório, o rigor na apuração, o juízo imparcial da notícia e a serena humildade diante dos fatos.
Na parte de sua resposta que foi censurada, Lula recorda que a REDE GLOBO levou 30 anos para pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado o golpe 64, praticando um jornalismo de um lado só ao longo de duas décadas.
O jornalismo arrogante, de um lado só, voltou às telas do Jornal Nacional neste sábado, por meio de um dos porta-vozes daqueles tempos sombrios. Esta é uma noite para lembrar que as ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.
LEIA AQUI A RESPOSTA DO EX-PRESIDENTE LULA AO JORNAL NACIONAL:
“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, e minha mulher, Marisa Letícia, não somos e
nunca fomos donos de nenhum apartamento tríplex no Guarujá nem em qualquer
outro lugar do litoral brasileiro.
Meu patrimônio imobiliário hoje é exatamente o mesmo que eu tinha ao assumir a presidência da República, em janeiro de 2003:
O apartamento onde moro com Marisa, e onde já morávamos antes do governo, e o rancho “Los Fubangos”, um pesqueiro na represa Billings.
Ambos adquiridos a prestações. Também temos dois apartamentos de 70 metros quadrados que Marisa recebeu em permuta por um lote que ela herdou da mãe.
Tudo em São Bernardo do Campo. Tudo registrado em nosso nome no cartório e na declaração anual de bens.
Esta é a verdade dos fatos, em sua simplicidade: entrei e saí da Presidência da República com os mesmos imóveis que adquiri ao longo da vida, trabalhando desde criança, como sabem os brasileiros.
Não comprei nem ganhei apartamento, mansão, sítio, fazenda, casa de praia, no Brasil ou no exterior.
Jamais ocultei patrimônio nem registrei propriedade particular em nome de outras pessoas.
Nunca registrei nada em nome de empresas fictícias com sede em paraísos fiscais, artifício utilizado por algumas das mais ricas famílias deste País para fugir ao pagamento de impostos.
As informações sobre o patrimônio do Lula – verdadeiras, fidedignas, documentadas – sempre estiveram à disposição do Ministério Público e da imprensa, inclusive da Rede Globo.
Estas informações foram deliberadamente ocultadas do público na reportagem do Jornal Nacional que apresentou as acusações do Ministério Público de São Paulo.
Eu não fui procurado pela Globo para apresentar meu ponto de vista. Ninguém da minha assessoria foi procurado. O direito ao contraditório foi sonegado.
Alguém se apropriou indevidamente do meu direito de defesa.
Não é a primeira vez que isso acontece e certamente não será a última.
Mas eu fiquei indignado ao ver minha mulher e meu filho sendo retratados na televisão como se fossem criminosos.
Mesmo na mais acirrada disputa política – e o jornalismo não está acima dessas disputas – nada justifica envolver a família, a mulher, os filhos, como ocorreu nesse caso.
Fiquei indignado porque, ao longo de 9 minutos, o apresentador William Bonner e o repórter José Roberto Burnier me acusaram 18 vezes de ter cometido 10 crimes diferentes; sem nenhuma prova, endossando as leviandades de três membros do Ministério Púbico de São Paulo.
Reproduziram ofensas, muitas ofensas, a partir de uma denúncia que sequer foi aceita pela juíza. E ainda por cima, denúncia de um promotor que já foi advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, porque atuou fora da lei neste caso.
A Rede Globo me conhece o suficiente para fazer uma avaliação equilibrada das acusações lançadas por aquele promotor, antes de reproduzi-las integralmente pelas vozes de William Bonner e Roberto Burnier.
A Rede Globo recebeu, desde 31 de janeiro, todas as informações referentes ao tríplex, com documentos que comprovam que nem eu nem Marisa nem nosso filho Fabio somos donos daquilo. É uma longa e detalhada nota, chamada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”.
Cheguei a abrir mão do meu sigilo fiscal e anexei a esta nota parte de minha declaração de bens.
Quando divulgamos este documento esclarecedor, o Jornal Nacional fez uma série de matérias tentando desqualificar o que estava dito lá. Duvidaram de cada detalhe, procuraram contradições, chegaram a distorcer uma entrevista do meu advogado.
Quanta diferença...
Na reportagem sobre a denúncia do procurador, nada foi questionado. Tudo foi endossado e ratificado como se fosse absoluta verdade.
A Rede Globo sempre poderá dizer que estava apenas “retratando os fatos”, “prestando informações à sociedade”, “cumprindo seu dever jornalístico”.
Só não vai conseguir explicar ao povo brasileiro a diferença gritante de tratamento: quando acusam o Lula, é tudo verdade; quando o Lula se defende, é tudo suspeito.
Em 40 anos de vida política, aprendi a lidar com o preconceito, com a inveja e até com o ódio político.
Mas não me conformo, como ex-presidente desse imenso país chamado Brasil, não posso me conformar de ser comparado a um traficante de drogas, como aconteceu no final da reportagem.
Essa comparação ofensiva, injuriosa, caluniosa, não está nos autos da denúncia do Ministério Público.
Não sei quem decidiu incluir isso na reportagem, mas posso avaliar seu caráter.
Se esta mensagem está sendo lida hoje na Rede Globo é por uma decisão da Justiça, com base na Lei do Direito de Resposta, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no final do ano passado.
Esta lei garante que a Liberdade de Imprensa seja realmente um direito de todos e não um privilégio daqueles que detém os meios de comunicação.
É ela que nos permite enfrentar a ocultação de informações, a sonegação do contraditório, a falsidade informativa, a lavagem da notícia.
Estes vícios foram sistematicamente praticados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil durante a ditadura e fizeram tão mal ao País quanto a censura, que abolimos na Constituição de 1988.
A Rede Globo levou mais de 30 anos para pedir desculpas ao País por ter apoiado a ditadura, praticando um jornalismo de um lado só. Graças à lei do Direito de Resposta, não tenho de esperar tanto tempo para responder às ofensas dirigidas a mim e a minha família no Jornal Nacional.
Eu não estou usando este direito de resposta para me defender apenas, e a minha família. É para defender a democracia, o estado de direito e a própria liberdade de imprensa, que só é verdadeira quando admite o contraditório e respeita a verdade dos fatos.
Quando estes princípios são ignorados, em reportagens como aquela do Jornal Nacional, o maior prejudicado não é o Lula, é cada cidadão e a sociedade, é a democracia”.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Meu patrimônio imobiliário hoje é exatamente o mesmo que eu tinha ao assumir a presidência da República, em janeiro de 2003:
O apartamento onde moro com Marisa, e onde já morávamos antes do governo, e o rancho “Los Fubangos”, um pesqueiro na represa Billings.
Ambos adquiridos a prestações. Também temos dois apartamentos de 70 metros quadrados que Marisa recebeu em permuta por um lote que ela herdou da mãe.
Tudo em São Bernardo do Campo. Tudo registrado em nosso nome no cartório e na declaração anual de bens.
Esta é a verdade dos fatos, em sua simplicidade: entrei e saí da Presidência da República com os mesmos imóveis que adquiri ao longo da vida, trabalhando desde criança, como sabem os brasileiros.
Não comprei nem ganhei apartamento, mansão, sítio, fazenda, casa de praia, no Brasil ou no exterior.
Jamais ocultei patrimônio nem registrei propriedade particular em nome de outras pessoas.
Nunca registrei nada em nome de empresas fictícias com sede em paraísos fiscais, artifício utilizado por algumas das mais ricas famílias deste País para fugir ao pagamento de impostos.
As informações sobre o patrimônio do Lula – verdadeiras, fidedignas, documentadas – sempre estiveram à disposição do Ministério Público e da imprensa, inclusive da Rede Globo.
Estas informações foram deliberadamente ocultadas do público na reportagem do Jornal Nacional que apresentou as acusações do Ministério Público de São Paulo.
Eu não fui procurado pela Globo para apresentar meu ponto de vista. Ninguém da minha assessoria foi procurado. O direito ao contraditório foi sonegado.
Alguém se apropriou indevidamente do meu direito de defesa.
Não é a primeira vez que isso acontece e certamente não será a última.
Mas eu fiquei indignado ao ver minha mulher e meu filho sendo retratados na televisão como se fossem criminosos.
Mesmo na mais acirrada disputa política – e o jornalismo não está acima dessas disputas – nada justifica envolver a família, a mulher, os filhos, como ocorreu nesse caso.
Fiquei indignado porque, ao longo de 9 minutos, o apresentador William Bonner e o repórter José Roberto Burnier me acusaram 18 vezes de ter cometido 10 crimes diferentes; sem nenhuma prova, endossando as leviandades de três membros do Ministério Púbico de São Paulo.
Reproduziram ofensas, muitas ofensas, a partir de uma denúncia que sequer foi aceita pela juíza. E ainda por cima, denúncia de um promotor que já foi advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, porque atuou fora da lei neste caso.
A Rede Globo me conhece o suficiente para fazer uma avaliação equilibrada das acusações lançadas por aquele promotor, antes de reproduzi-las integralmente pelas vozes de William Bonner e Roberto Burnier.
A Rede Globo recebeu, desde 31 de janeiro, todas as informações referentes ao tríplex, com documentos que comprovam que nem eu nem Marisa nem nosso filho Fabio somos donos daquilo. É uma longa e detalhada nota, chamada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”.
Cheguei a abrir mão do meu sigilo fiscal e anexei a esta nota parte de minha declaração de bens.
Quando divulgamos este documento esclarecedor, o Jornal Nacional fez uma série de matérias tentando desqualificar o que estava dito lá. Duvidaram de cada detalhe, procuraram contradições, chegaram a distorcer uma entrevista do meu advogado.
Quanta diferença...
Na reportagem sobre a denúncia do procurador, nada foi questionado. Tudo foi endossado e ratificado como se fosse absoluta verdade.
A Rede Globo sempre poderá dizer que estava apenas “retratando os fatos”, “prestando informações à sociedade”, “cumprindo seu dever jornalístico”.
Só não vai conseguir explicar ao povo brasileiro a diferença gritante de tratamento: quando acusam o Lula, é tudo verdade; quando o Lula se defende, é tudo suspeito.
Em 40 anos de vida política, aprendi a lidar com o preconceito, com a inveja e até com o ódio político.
Mas não me conformo, como ex-presidente desse imenso país chamado Brasil, não posso me conformar de ser comparado a um traficante de drogas, como aconteceu no final da reportagem.
Essa comparação ofensiva, injuriosa, caluniosa, não está nos autos da denúncia do Ministério Público.
Não sei quem decidiu incluir isso na reportagem, mas posso avaliar seu caráter.
Se esta mensagem está sendo lida hoje na Rede Globo é por uma decisão da Justiça, com base na Lei do Direito de Resposta, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no final do ano passado.
Esta lei garante que a Liberdade de Imprensa seja realmente um direito de todos e não um privilégio daqueles que detém os meios de comunicação.
É ela que nos permite enfrentar a ocultação de informações, a sonegação do contraditório, a falsidade informativa, a lavagem da notícia.
Estes vícios foram sistematicamente praticados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil durante a ditadura e fizeram tão mal ao País quanto a censura, que abolimos na Constituição de 1988.
A Rede Globo levou mais de 30 anos para pedir desculpas ao País por ter apoiado a ditadura, praticando um jornalismo de um lado só. Graças à lei do Direito de Resposta, não tenho de esperar tanto tempo para responder às ofensas dirigidas a mim e a minha família no Jornal Nacional.
Eu não estou usando este direito de resposta para me defender apenas, e a minha família. É para defender a democracia, o estado de direito e a própria liberdade de imprensa, que só é verdadeira quando admite o contraditório e respeita a verdade dos fatos.
Quando estes princípios são ignorados, em reportagens como aquela do Jornal Nacional, o maior prejudicado não é o Lula, é cada cidadão e a sociedade, é a democracia”.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
sexta-feira, 11 de março de 2016
Por Quê Lula Deve Ser Preso
Do blog de Luis Nassif, extraio o artigo que segue:
Por Fábio de Oliveira Ribeiro
Lula só pode ser um criminoso. Ele
nasceu pobre e não teve uma educação formal sofisticada. Mesmo não preenchendo
os requisitos tradicionais familiares, econômicos, educacionais e sociais para
ser um líder Lula conseguiu se elevar de operário a sindicalista e de
sindicalista a fundador e principal líder de um partido político. Ele foi
eleito deputado federal constituinte e, algumas décadas depois, se tornou o
primeiro ex-operário a ocupar a presidência da república.
O crime de Lula é evidente. Contra
todas as expectativas ele fez aquilo que a maioria dos advogados, promotores e
juízes não conseguiram e não conseguirão fazer: Lula saiu do anonimato para se
transformar num símbolo nacional e internacional da luta por justiça social e
da erradicação da fome.
A fome de justiça de Lula é um crime
extremamente grave. Se tivesse ficado de cabeça baixa, ele não despertaria o
ódio dos juízes frustrados que julgam processos e não conseguem ser amados
pelos cidadãos. Se não tivesse chegado onde chegou, Lula certamente teria
evitado a inveja dos promotores que se julgam mal remunerados quando comparam
seus salários aos rendimentos de um ex-presidente regiamente pago para dar
palestras.
Lula é sem dúvida alguma um homem
extremamente periculoso. Ele se transformou no exemplo bem sucedido que não
pode ser imitado pelos seus iguais. Ele é o operário que merece ser humilhado
dentro da fábrica e espancado na rua quando entra em greve. Ele é o índio que
não foi posto em fuga pelo dono do arcabuz que deseja cercar a terra. O negro
que se desviou do chicote e se recusou a chicotear os outros negros. O colono
pobre que rejeitou a vida vil de agregado submisso. Ele, o paradigma
inexistente na história brasileira.
A prisão de Lula é indispensável. Ele
que ousou conhecer o mundo e ser respeitado fora do Brasil. Ele que não hesitou
em defender o país quando deveria fazer isto. Ele que rebaixa à condição de
“vira-latas complexados” todos os altivos varões da pátria que tiram sem
qualquer resistência os sapatos a pedido dos policiais nos aeroportos
norte-americanos.
Como não punir um homem que deixou de
agir como FHC? Se Lula não investigasse ninguém e garantisse o bem estar dos
corruptos da situação e da oposição tudo seria diferente. Ele terminaria seu
mandato com um apartamento em Paris sob os aplausos da grande imprensa. Ninguém
perguntaria de onde veio o dinheiro que garantiu a compra de um luxuoso imóvel
na Av. Foch.
Como não amordaçar, encarcerar,
torturar, matar e esquartejar um político que se recusou a agir como José
Serra, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes agiram em São Paulo? Se fosse um dos
honrados larápios que chefiaram a quadrilha que desviou mais de 1 bilhão de
reais do Metro e da CPTM a vida de Lula seria tranquila. Ele teria usado
Tribunal de Contas, MP, Justiça e maioria parlamentar para se proteger e não
seria investigado exatamente como os referidos tucanos não foram e não serão.
Sim, Lula é o criminoso irredutível e
imperdoável. Ele, que ousa se misturar com um povo que, por causa dele, já não
fede mais do que os cavalos do Figueiredo. Ele, que não tratou a “questão
social” como “caso de polícia” à moda de Washington Luís e dos dois últimos
governadores tucanos de São Paulo. Ele, que nunca mandou a polícia bater em
professores como Nero Richa.
Maldito Lula. Ele é
amado pelo povo brasileiro e se recusa a maltratá-lo. Maldito Lula. Ele não
pode ser derrotado nas urnas. Deve ser preso, pois não pode ser deportado.
Maldito Lula. Ele prefere ficar no Brasil a ser Secretário Geral da ONU. Duas
vezes maldito seja Lula caso se torne Secretário Geral da ONU, cargo com o qual
nenhum político, juiz ou promotor do PSDB jamais sonhou ou poderá sonhar.
Maldito seja Lula porque ele não
fracassou como muitos de seus inimigos. Maldito seja aquele que não fracassou
como a maioria de nós e que, mesmo assim, não nos tratou como fracassados.
Confesso humildemente ao leitor que estou entre bem sucedidos casos de fracasso
muito embora não seja inimigo de ninguém, exceto dos inimigos da democracia.
A humanidade de Lula
é odiosa, criminosa, ofensiva e insuportável. Ele não deveria ter nascido e
nasceu. Não deveria ter vingado e vingou. Não deveria ter sucesso e teve. Lula
não deveria resistir aos abusos e resiste. Mas ele não resiste com violência.
Eis o verdadeiro crime de Lula: uma civilidade imensa que faz parecer sórdido
tudo que no Brasil os "donos do poder" consideram elevado.
Lula rebaixa a elite brasileira porque
não se ajoelha diante de ninguém. E, para maior desespero dos “donos do poder”,
ele se eleva duas vezes mais que qualquer outro político porque nunca se
colocou acima do povo brasileiro. Como ele não há igual. Lula é tão diferente
que se recusou a vingar sua infância pobre usando a presidência para empobrecer
a população. Maldito ser sem recalques. Lula nem mesmo devorou o orçamento da
União recebendo salários, gratificações, prêmios e abonos absurdos como os
juízes e promotores costumam fazer enquanto reclamam ganhar pouco (muito embora
sejam regiamente pagos, mais bem pagos do que o próprio presidente da
república).
Os crimes do Lula não denunciados pelo
promotor paulista foram quase todos enumerados. Mas há um último delito que
merece ser mencionado. Lula dos brasileiros, segundo os padrões tradicionais do
Brasil, não pode nem mesmo ser considerado humano. É de se suspeitar que Lula tenha
vindo do terrível planeta Xar*. Este famigerado e perigoso alienígena
petista deve, portanto, ser colocado a ferros. Desgraçadamente, porém, Lula não
pode ser despedaçado na boca do canhão já que modernizou as Forças Armadas
brasileiras
quarta-feira, 9 de março de 2016
A Prática da "Teoria da Conspiração"
Quando ocorreram as manifestações em 2013 e que se prolongaram, por algum
tempo, eu confesso: fiquei aturdido! Levei muito tempo para entender o que, em
verdade, acontecia, tal foi a adesão de setores da população que, acreditava eu,
serem progressistas e democráticos, (gente muito próxima a mim, até). Isto,
logicamente, confunde uma mente não tão afeita a repentinas mudanças de rumo
político, posicionamento ideológico, como acontecera naquele período. O fato é
que a manifestação original e legítima teve origem no MPL (Movimento pelo Passe
Livre), que reivindicava “tarifa zero” para o transporte público. Daí, grupos,
como um tal de black blocks...
“Nas
redes sociais e movimentações de rua surgem, da noite para o dia, movimentos
como o “Movimento Brasil Livre” e “Estudantes Pela Liberdade”. Constatou-se,
com o tempo, que eram financiados pelo Charles Kock Institute, ONG de dois
irmãos, Charles e David, herdeiros donos de uma das maiores fortunas dos
Estados Unidos.
Os Kock ficaram conhecidos por financiar ONGs de
ultradireita visando interferir na política norte-americana
(http://migre.me/tbj3w). E tem obviamente
ambições de ampliar seu império petrolífero explorando outras bacias fora dos
EUA.” (“jornalggn.com.br/luisnassif”),
e pessoas individualmente oportunistas engrossaram o caldo que por pouco não desagua numa refrega de consequências inimagináveis, mas certamente com
derramamento de sangue ou coisa muito pior.
Bem, no presente momento, eu não tenho dúvida de que, do nascimento de um
movimento legítimo e ordeiro, naquele instante estava lançada a semente do
aparelhamento visando a derrocada do governo trabalhista, do estado de direito
e da democracia, em favor da retomada de poder pela secular oligarquia
dominante.
Essa mesma oligarquia, para reforçar sua argumentação diz sempre que o
país não vive numa ilha. Que o país precisa estar antenado com a globalização. com o “neo” liberalismo, ideologia, diga-se de passagem, que levou nos idos de ’90
a nossa nação ao fundo do poço. E pegando o “gancho” desse argumento, há que se
fazer uma reflexão profunda no sentido de que está a se pôr em prática a
“paranoica” “Teoria da Conspiração”. Convenhamos, “primaveras” em países árabes
e do leste europeu; “derrubada” de um governo legitimo no Paraguaio; a efervescência
política infindável na Venezuela e outros eventos mais. Alguém ainda tem dúvida de
que todas essas coisas não acontecem isoladamente? Que essas coisas fazem parte
da “conspiração” pela tomada do poder geo-político mundial pelos “neo”
imperialistas (antes apossavam-se de nações pela força, hoje pretendem-se mais
sutis).
Seguindo, por que esse ataque ensandecido contra a Petrobrás? Inclusive
com troca de reservadas informações entre o MPF, na pessoa do PGR, em
deslocamento pessoal (!!!) aos Estados Unidos, e autoridades norte-americanas,
informações que denigrem a nossa maior empresa, uma empresa das estratégicas reservas
petrolíferas, razão das muitas guerras por ai afora?
Por que o ataque direto, amplo e aberto (não seria caso de Segurança
Nacional?) ao soberano, e de maior interesse estratégico, projeto do submarino
a propulsão nuclear?
“
Para selar de vez a parceria com a cooperação internacional, o próprio PGR
Rodrigo Janot foi aos Estados Unidos comandando uma equipe da Lava Jato para
dois eventos controversos.
O primeiro, levar informações da Petrobras para
possíveis processos conduzidos pelo Departamento de Justiça contra a estatal
brasileira. [ABSURDO!]
O segundo trazer de lá informações que explodiram na Eletronuclear, [empresa que desenvolve o projeto do submarino]
depois de encontro com advogado do Departamento de Justiça ligada a escritório
de advocacia que atende o segmento nuclear por lá.” [verdade? ABSURDO!]. (“jornalggn.com.br/luisnassif”)
Por fim, o que se está a
assistir, com a complacência dos que deveriam fazer cumprir a Constituição
Federal, zelar pelo estado de direito, pela Justiça, é a instituição de uma novo
e auto investido Poder com capital em Curitiba, cujo funcionamento afronta
e tem por finalidade maior destituir o governo legal e legitimamente constituído
e, acima de tudo, retomar a subjugação da nação para as mãos dos oligarcas
raivosos e inconformados com a inequívoca rejeição, por diversas vezes, pelas
urnas.
Mais informação, para
encerrar:
“ A
Lava Jato não pode mais ser vista como uma operação de investigação isolada.
Ela é tudo o que gerou de forma associada, e teve a ajuda central de organismos
internacionais – caso contrário jamais teria chegado às quadrilhas que operavam
na Petrobras. [verdade! Mas preserve-se
o patrimônio do povo brasileiro, que é a Petrobrás]
Ambos –operadores da Lava Jato e do Congresso -
estão umbilicalmente ligados. No plano econômico e social, a contraparte da
Lava Jato é a flexibilização da Lei do Petróleo e dos gastos sociais, acabando
de vez com o legado social dos últimos governos.
de obter concessões nas áreas de petróleo e de
gastos sociais.
Mas há um conjunto de atos e omissões
inexplicáveis:
1. A visita aos EUA levando
informações da Petrobras e trazendo da Eletronorte. [quer dizer, Eletronuclear]
2. A blindagem ao senador Aécio
Neves. Na única vez que conversei com Janot ele assegurou que até abril (do ano
passado) daria parecer no inquérito que investiga contas de Aécio em
Liechtenstein. Não só não desengavetou como desqualificou três delações sobre
ele. A incapacidade de conduzir um inquérito sequer sobre as Organizações
Globo.” [o “abandono” dessa “força-tarefa
ao período que envolve o ex-presidente FHC com a combatida corrupção na
Petrobrás é um claríssimo sinal da tendenciosa seletividade e claríssima
indicação de quem e do que persegue o referido “poder” curitibano].(“jornalggn.com.br/luisnassif”).
segunda-feira, 7 de março de 2016
FRAUDE COMETIDO PELO "jornal nacional"
Veja-se como se prova e comprova a
tendenciosidade no noticiar e a inegável cumplicidade, (ou a “chefia”?), da
famigerada rede de televisão com a gang
que quer tomar de assalto o poder executivo da nação.
É assim e sempre foi assim, omitindo,
criando factoides por todos esses tempos de forma a manter o governo trabalhista
acuado, a economia paralisada, criminosamente, com o intuito de perpetrar o
golpe de destituição do governo legitimamente eleito.
Como poucas pessoas têm acesso a este tipo
de informação, pois que somente informam-se, aquelas outras, pela grande imprensa,
capitaneada por essa deletéria rede de televisão, é que transcrevo
esclarecimentos fornecidos pelo Instituto Lula:
Rede Globo frauda nota do Instituto Lula outra vez
Leia aqui a íntegra da nota enviada pelo Instituto Lula ao Jornal
Nacional para ser lida na edição de sábado (5/03). Em negrito, os trechos
censurados pela Globo.
“1)O ex-presidente Lula sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecer a verdade e repudia qualquer insinuação diferente disso. O Instituto Lula e a LILS forneceram voluntariamente todos os dados solicitados pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, que recebeu todas as informações em janeiro. A firme reação da sociedade aos abusos cometidos ontem pela Operação Lava Jato deve servir de alerta aos investigadores para que não persistam em atuar fora da lei.
2) A Operação LavaJato prestará um serviço ao estado de direito se apurar e punir o vazamento do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula e dos Instituto Lula para a revista Veja e para as Organizações Globo.
3) O Instituto Lula e a empresa LILS Palestras não têm apenas receitas, também têm despesas, como qualquer instituição. A insistência dos procuradores da Lava Jato em divulgar apenas parte da contabilidade, misturando entidades e recursos distintas, com clara intenção difamatória, é uma vergonha para a instituição do Ministério Público.”
“1)O ex-presidente Lula sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecer a verdade e repudia qualquer insinuação diferente disso. O Instituto Lula e a LILS forneceram voluntariamente todos os dados solicitados pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, que recebeu todas as informações em janeiro. A firme reação da sociedade aos abusos cometidos ontem pela Operação Lava Jato deve servir de alerta aos investigadores para que não persistam em atuar fora da lei.
2) A Operação LavaJato prestará um serviço ao estado de direito se apurar e punir o vazamento do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula e dos Instituto Lula para a revista Veja e para as Organizações Globo.
3) O Instituto Lula e a empresa LILS Palestras não têm apenas receitas, também têm despesas, como qualquer instituição. A insistência dos procuradores da Lava Jato em divulgar apenas parte da contabilidade, misturando entidades e recursos distintas, com clara intenção difamatória, é uma vergonha para a instituição do Ministério Público.”
[Segue comentário do Instituto
sobre o mesmo assunto]
Não é a
primeira vez que o telejornal da Família Marinho censura, distorce e frauda as
manifestações do Instituto Lula apresentadas, cinicamente, como “outro lado” de
seu noticiário faccioso em relação ao ex-presidente Lula.
Na edição deste sábado, a Globo dedicou 4 minutos e 15 segundos a um vídeo que misturava fofocas de policiais anônimos com acusações sem fundamento do Ministério Público Federal (Força Tarefa) ao ex-presidente.
Estas acusações, levianas e irresponsáveis, foram lidas pela repórter, sobre uma reprodução cinematográfica do texto.
Em mais uma exibição de sua falsa imparcialidade, seguiu-se um vídeo de menos de 30 segundos com cenas do ex-presidente Lula, durante os quais se informou laconicamente que o ex-presidente “negou todas as acusações”.
Mas negou como? Com que argumentos, se eles foram omitidos na reportagem? Que espécie de “outro lado” é esse, onde o Ministério Público fala o que quer, pela voz da repórter, pela reprodução de seus documentos, pelas cenas exibidas ao longo de 4 minutos e 30 segundos de acordo com o enredo da acusação, e Lula simplesmente “nega”?
Além disso, se o Jornal Nacional dá tanta importância ao vazamento de informações na Operação Lava Jato, por que não mencionou em sua reportagem principal, de 5 minutos e meio, o tweet do editor ególatra da revista Época, que antecipou a 24a. fase na madrugada de sexta-feira?
Mais do que manipulador, o jornalismo da Globo é desonesto. Ao solicitar manifestação da assessoria do Instituto Lula, a produção do Jornal Nacional escondeu o inteiro teor da reportagem, prática antijornalistica que também se tornou habitual. É o que se pode comprovar no email enviado pela produção à assessoria do Instituto Lula:
Na edição deste sábado, a Globo dedicou 4 minutos e 15 segundos a um vídeo que misturava fofocas de policiais anônimos com acusações sem fundamento do Ministério Público Federal (Força Tarefa) ao ex-presidente.
Estas acusações, levianas e irresponsáveis, foram lidas pela repórter, sobre uma reprodução cinematográfica do texto.
Em mais uma exibição de sua falsa imparcialidade, seguiu-se um vídeo de menos de 30 segundos com cenas do ex-presidente Lula, durante os quais se informou laconicamente que o ex-presidente “negou todas as acusações”.
Mas negou como? Com que argumentos, se eles foram omitidos na reportagem? Que espécie de “outro lado” é esse, onde o Ministério Público fala o que quer, pela voz da repórter, pela reprodução de seus documentos, pelas cenas exibidas ao longo de 4 minutos e 30 segundos de acordo com o enredo da acusação, e Lula simplesmente “nega”?
Além disso, se o Jornal Nacional dá tanta importância ao vazamento de informações na Operação Lava Jato, por que não mencionou em sua reportagem principal, de 5 minutos e meio, o tweet do editor ególatra da revista Época, que antecipou a 24a. fase na madrugada de sexta-feira?
Mais do que manipulador, o jornalismo da Globo é desonesto. Ao solicitar manifestação da assessoria do Instituto Lula, a produção do Jornal Nacional escondeu o inteiro teor da reportagem, prática antijornalistica que também se tornou habitual. É o que se pode comprovar no email enviado pela produção à assessoria do Instituto Lula:
--------- Mensagem encaminhada ----------
De:
Data: 5 de março de 2016 19:10
Assunto: NOTA PARA O JORNAL NACIONAL DE HOJE
Para: "IMPRENSA@INSTITUTOLULA.ORG"
Boa noite
O Jornal Nacional está fazendo uma reportagem que vai tratar sobre a busca e apreensão no Instituto Lula.
Segundo apuração da nossa reportagem em Curitiba, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se houve vazamento de informações sobre a operação. O que o Instituto tem a dizer?
A reportagem vai abordar ainda os valores recebidos pela (LILS) empresa de palestras do Ex- Presidente Lula e pelo Instituto. São quase 30 milhões de reais, de seis empreiteiras entre 2011 e 2014. O que tem a dizer ?
A mensagem foi encaminhada às 19h10, faltando 1 hora e 20 minutos para o Jornal Nacional ir ao ar, a resposta precisaria ser dada até as 20h. Isso mostra que não houve a menor intenção de apurar seriamente os fatos, checar informações duvidosas, dar a Lula a mesma oportunidade de responder que a Lava Jato teve para acusar.
Isso não é, nunca foi e nunca será jornalismo. É o exercício cotidiano da censura, da manipulação e da fraude, numa concessionária de serviço público que constrange e envergonha os verdadeiros profissionais da imprensa
De:
Data: 5 de março de 2016 19:10
Assunto: NOTA PARA O JORNAL NACIONAL DE HOJE
Para: "IMPRENSA@INSTITUTOLULA.ORG"
Boa noite
O Jornal Nacional está fazendo uma reportagem que vai tratar sobre a busca e apreensão no Instituto Lula.
Segundo apuração da nossa reportagem em Curitiba, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se houve vazamento de informações sobre a operação. O que o Instituto tem a dizer?
A reportagem vai abordar ainda os valores recebidos pela (LILS) empresa de palestras do Ex- Presidente Lula e pelo Instituto. São quase 30 milhões de reais, de seis empreiteiras entre 2011 e 2014. O que tem a dizer ?
A mensagem foi encaminhada às 19h10, faltando 1 hora e 20 minutos para o Jornal Nacional ir ao ar, a resposta precisaria ser dada até as 20h. Isso mostra que não houve a menor intenção de apurar seriamente os fatos, checar informações duvidosas, dar a Lula a mesma oportunidade de responder que a Lava Jato teve para acusar.
Isso não é, nunca foi e nunca será jornalismo. É o exercício cotidiano da censura, da manipulação e da fraude, numa concessionária de serviço público que constrange e envergonha os verdadeiros profissionais da imprensa
sábado, 5 de março de 2016
O GOLPE DESNUDA-SE COMPLETAMENTE
O dia 04 de março de 2016 será
marcado como o dia em que se despiu completamente o golpe, de há muito em
marcha contra o Estado Democrático e de Direito e, sobretudo, contra,
especialmente, a Soberania Nacional. Será marcado com o fato de a
justiça – com “j” minúsculo mesmo – revestir-se escancaradamente de parceiro
dos protagonistas dessa deletéria ação contra a nação brasileira.
O ex-presidente vem
incansavelmente prestando esclarecimentos, com documentação, sobre os mesmos
fatos que a força tarefa curitibana quis saber no referido dia. Transcrevo, a
seguir, nota do Instituto Lula e a transcrevo integralmente, pois poucas são as
pessoas que têm acesso a essa espécie de informação, pois a grande imprensa
logicamente não publica.
do Instituto Lula
Respostas às suposições levantadas na coletiva de imprensa da
Operação Lava Jato, na manhã de hoje (4).
1) O financiamento do Instituto Lula é semelhante ao de
instituições ligadas a outros ex-presidentes no Brasil e em outros países,
exceto por jamais recebido doações de empresas públicas, diferentemente do que
ocorre, por exemplo, com a Fundação FHC.
2) Pessoas físicas e empresas fizeram doações legais e
declaradas às autoridades desde que o Instituto Lula foi criado, em agosto de
2011, e não antes, como ocorreu, por exemplo, com a instituição vinculada ao
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recolheu fundos em plena vigência
de seu mandato, conforme reportagem da revista Época:
3) Os fundos do Instituto Lula são aplicados em suas
finalidades – como projetos e ações de incentivo à integração latino-americana,
à cooperação com países africanos e o combate à fome no mundo, além da promoção
de debates, conferências, seminários, pesquisas e documentação sobre a
democracia e as conquistas sociais no Brasil, e da preservação do acervo do
ex-presidente Lula, conforme determina a Lei.
4)
Lula é o presidente de honra e nada recebe por sua participação nas atividades
do Instituto (mais informações no relatório de atividades: http://www.institutolula.org/historia)
5) Pessoas físicas e empresas as mais diversas prestaram
ou prestam serviços ao Instituto Lula, regularmente contratadas. A empresa G4,
citada pelos procuradores da Operação Lava Jato, é responsável pela manutenção
do site do Instituto Lula e trabalhou nos projetos Brasil da Mudança e Memorial
da Democracia, presta serviços ao instituto desde 2011, ou seja ao longo de 5
anos, e o faz rigorosamente dentro de sua capacitação técnica. Não há
transferência indevida de recursos. Há, sim, ilações irresponsavelmente
divulgadas pelo Ministério Público antes de qualquer procedimento
investigatório sério.
6) A empresa LILS Palestras e Eventos LTDA. foi criada em
2011, tendo como sócios o ex-presidente Lula e Paulo Okamotto, para gerenciar,
dentro da lei, as atividades do ex-presidente Lula como palestrante. Mais uma
vez, trata-se de algo em tudo semelhante ao que fazem outros ex-presidentes no
Brasil e em outros países, bem como personalidades de reconhecimento público:
artistas, cientistas, desportistas, escritores, jornalistas etc.
7)
Desde que deixou o governo, Lula fez 72 palestras para 40 empresas do
Brasil e do exterior, dos mais diversos setores, como a Microsoft, Bank of
America, Nestlé, Iberdrola, INFOGLOBO (que edita os jornais da Família Marinho)
e grandes empresas brasileiras, algumas delas investigadas no âmbito da
Operação Lava Jato. Leia a lista completa: http://www.institutolula.org/as-palestras-de-lula-a-violacao-de-sigilo-b...
8) Algumas das empresas investigadas contratam palestras
de outros ex-presidentes da República no Brasil. Todas elas são grandes
anunciantes dos meios de comunicação e financiam cursos de formação de
jornalistas. Mais uma vez, houve a divulgação irresponsável de ilações em
referência ao ex-presidente Lula, antes de qualquer investigação séria. Da
mesma forma não seria correto supor, apenas a partir disso, que outros
ex-presidentes ou os grandes meios de comunicação brasileiros tenham recebido,
por esta via, dinheiro roubado da Petrobrás.
9) A informação de que palestras contratadas por estas
empresas e doações feitas ao Instituto Lula têm os valores apresentados pela
Lava Jato, é sensacionalista, porém, velha. Os números exibidos hoje
correspondem rigorosamente aos divulgados no ano passado pela revista Veja, no
que constituiu quebra e vazamento ilegal de sigilo bancário. Exceto pelo
vazamento ilegal, não há crime algum nesses valores. Todos os valores foram
recebidos com o devido registro e impostos pagos.
10)
É de pleno conhecimento, não só dos investigadores da Lava Jato, mas da
imprensa e da sociedade brasileira, que nem o apartamento do Condomínio Solaris
nem o Sítio Santa Bárbara em Atibaia pertencem ou pertenceram, direta ou
veladamente, ao ex-presidente Lula. A persistência nessa tese, desmontada pelos
documentos e pelos fatos, é um atestado da parcialidade que orienta a
investigação, claramente voltada para “encaixar” o nome do ex-presidente nas
teses dos procuradores, mesmo que seja na marra.http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa
11) É absolutamente falsa a notícia, atribuída pela
GloboNews à Polícia Federal do Paraná, de que a mudança do ex-presidente Lula
de Brasília para São Paulo teria sido paga por uma empresa, e que parte dos
objetos teria sido levada para o apartamento do Guarujá que não pertence e
nunca pertenceu ao ex-presidente Lula. A mudança, como ocorre com todos os
ex-presidentes, foi providenciada pela Presidência da República. A maior parte
foi levada para uma empresa de guarda-móveis, parte para o apartamento de Lula
e São Bernardo e parte para o Sítio Santa Bárbara, com anuência dos
proprietários.
A legislação brasileira (Lei 8.394/91 e Decreto 4.344/2002) determina
que os ex-presidentes são responsáveis pela guarda e preservação do acervo que
acumularam no exercício do cargo. O artigo 3o. do Decreto 4.344/02 define: “Os
acervos documentais privados dos presidentes da República são os conjuntos de
documentos, em qualquer suporte, de natureza arquivística, bibliográfica e
museológica, produzidos sob as formas textual (manuscrita, datilografada ou
impressa), eletromagnética, fotográfica, filmográfica, videográfica,
cartográfica, sonora, iconográfica, de livros e periódicos, de obras de arte e
de objetos tridimensionais.” Ao final de seu governo, a Presidência da
República providenciou triagem e entrega do acervo documental privado do
ex-presidente Lula, da mesma forma como procedeu com seus antecessores, nos
termos da lei 8.394/91 e do decreto 4.344/2002. Parte deste acervo está em
processo de catalogação e tratamento para cumprir a legislação, em projetos
coordenados pelo Instituto Lula, a exemplo do que é feito com o acervo privado
de outros ex-presidentes brasileiros.
Trago para esta postagem trechos, extraído de outros blogs, das declarações do ex-presidente
Lula após seu depoimento ilegal e truculentamente “sob vara”, (que significa
“levado à força para depoismento”).
“Ele manifestou indignação
"pelo fato de 6hs de terem chegado na minha casa". [com a cobertura “espetacularizada”
da rede golpe, que já sabia muito antes dos fatos].
“Lula disse que os federais
foram "muitos gentis. Não sei se são sempre assim, (chegaram) pedindo
desculpas que estavam cumprindo determinação judicial. Eu poderia ir a
Curitiba... eu gosto de Curitiba. Mas eu me senti prisioneiro hoje de
manhã" –
"...se o juiz Moro e o
Ministério Público quisessem me ouvir, era só ter me mandado um ofício e eu ia
como sempre fui porque não devo e não temo"
"É lamentável que uma
parcela do poder Judiciário brasileiro esteja trabalhando em associação com a
imprensa.” Ele acrescentou: “Antigamente você tinha a denúncia de um crime, ia
investigar se existia e prender o criminoso. Hoje a primeira coisa que se faz é
determinar quem é o criminoso”
"As pessoas queriam que
o Lula falasse das coisas que fez no Brasil. Que milagre fez para aprovar o
Prouni, o Fies, para levar energia a 15 milhões de pobres nesse país”, disse.
“Por isso me transformei no conferencista mais caro do mundo junto com o Bill
Clinton (ex-presidente americano). Várias empresas que agenciam professores,
todo mundo queria me empresariar. Aqui no instituto (Lula) quem vai empresariar
somos nós. E quando vai cobrar vai cobrar igual o Clinton. No tenho complexo de
vira-lata", rebateu.”
"Embora esteja magoado,
eu acho que o que aconteceu hoje, é o que precisava acontecer: o PT levantar a
cabeça. Há muito tempo que o PT está de cabeça baixa. Todo santo dia alguém faz
o PT sangrar –
“O
sucesso do meu governo foi levar para o Palácio do Planalto o aprendizado das
ruas”, disse o ex-presidente Lula durante plenária da Frente Brasil Popular e
movimentos sociais na quadra do Sindicato dos Bancários. “Aconteceu algo grave,
que jamais poderia ter acontecido: eu virei o melhor presidente que o país já
teve. Mas, mais importante, eu passei a ser o melhor presidente do começo do
século 21 no mundo inteiro (…) Como pode naquele país considerado uma
república de bananas acontecer isso?”
[P.S. – repugnado, li nota, de claro teor oportunista, do PSOL oferecendo-se como a “terceira via”; ou, seja para assumir o poder que a oposição quer TOMAR “na tora”. Ao invés de condenar a arbitrariedade consumada que afronta o Estado de Direito. Triste oportunismo! Acreditar, por que num partido desse?
E uma advertência para aqueles que aplaudem arbitrariedades,
como a de ontem, o estado de exceção não vê
cara. Muitos daqueles que estão com o golpe, num instante, quando perdem a
serventia, tornam-se importunos, descartados e perseguidos também, hein?]
[P.S. – repugnado, li nota, de claro teor oportunista, do PSOL oferecendo-se como a “terceira via”; ou, seja para assumir o poder que a oposição quer TOMAR “na tora”. Ao invés de condenar a arbitrariedade consumada que afronta o Estado de Direito. Triste oportunismo! Acreditar, por que num partido desse?
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Haja Hipocrisia neste Bra zil, zil, zil
Sem comentário, transcrevo o que segue:
A Globo notificou judicialmente os blogs Tijolaço, Cafezinho e DCM.
Porque publicaram reportagens que aproximariam a Operação Lava Jato dos filhos do Roberto Marinho - eles não têm nome próprio.
Fernando Brito publicou a notificação da Globo e o Conversa Afiada publica a notificação do Brito à notificação da Globo, amante da natureza e do MAR:
Porque publicaram reportagens que aproximariam a Operação Lava Jato dos filhos do Roberto Marinho - eles não têm nome próprio.
Fernando Brito publicou a notificação da Globo e o Conversa Afiada publica a notificação do Brito à notificação da Globo, amante da natureza e do MAR:
A resposta do Tijolaço à Globo
Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.
Senhor João Roberto Marinho.
Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.
Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.
Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.
Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título“Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves“e nos seguintes termos:
Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.
E, a seguir, na mesma reportagem:
Modernist Home
That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.
Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.
The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.
“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”
Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.
Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).
As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública) de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.
Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em que pese ser remota.
Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagemConstruções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.
É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.
Creio que se estará, assim, prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.
Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido.
Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.
Atenciosamente,
Fernando Brito, editor do Tijolaço
Senhor João Roberto Marinho.
Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.
Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.
Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.
Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título“Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves“e nos seguintes termos:
Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.
E, a seguir, na mesma reportagem:
Modernist Home
That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.
Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.
The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.
“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”
Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.
Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).
As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública) de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.
Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em que pese ser remota.
Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagemConstruções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.
É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.
Creio que se estará, assim, prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.
Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido.
Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.
Atenciosamente,
Fernando Brito, editor do Tijolaço
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