segunda-feira, 18 de março de 2013

Contra ofensas que conservadores fazem a Lula e Dilma


Do Blog de Luís Nassif, extraio o texto abaixo transcrito, que diz muito bem tudo aquilo que eu gostaria de expressar sobre este assunto.

Chego a ficar, de certo modo, constrangido com a maneira como pessoas, aparentemente, de classe média, com posses, como se dizia antigamente, pessoas do meu relacionamento, enxovalham a imagem do ex-presidente, (quando de sua luta contra o câncer, ouvi comentários, que não se fazem com qualquer que seja o ser humano), e, por tabela, a Presidenta Dilma. Culpado por engarrafamentos, até, é Lula, que “deu carro a todo mundo”.

Pois bem, leiamos o texto abaixo, que merece atenção.

Por Adir Tavares

Do Com Texto Livre


Um dos mais importantes especialistas do País na área trabalhista, o advogado Valter Uzzo criou um fato político ao enviar para amigos e-mail remetido para um de seus conterrâneos da cidade de Pompéia, no interior de São Paulo, chamado apenas por Lara, listando uma série de argumentos contrários à proliferação de spams jocosos sobre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Roussseff.Ex-presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo, Uzzo, no texto, descreve o cenário histórico da presença e influência das forças conservadoras na política brasileira.

O e-mail de Uzzo está sendo velozmente disseminado pela internet, ganhando status de peça política contra a discriminação ideológica às forças de esquerda.

Abaixo, o conteúdo completo:

Caros

Um amigo meu de infância passou a me mandar um volume enorme de e-mails com piadas, comentarios e afirmações sempre depreciativas em relação ao Lula, Dilma, PT, etc. A situação foi em um crescendo tal, que atingiu as ráias da provocação e do insulto, até que, outro dia, resolvi responder. E mandei este pequeno texto, que é, em verdade, o que penso de pessoas como ele que, a pretexto de criticar, escondem hipocritamente suas idéias e concepções.

Abcs.

Valter Uzzo

Sent: Tuesday, February 05, 2013 3:42 PM

Caro Lara:

Tenho, quase que diariamente, recebido os seus e-mails, que trazem piadas, “fotos interessantes”, e propaganda daquilo que, politicamente, você acredita. Quero crer que estou me dirigido à pessoa certa, ou seja, ao Lara que conheci em Pompéia, na infância e adolescência. Se assim é, tenho algumas gratas recordações, de nossa convivência que, ao tempo, pela idade e sem as agruras que viríamos a experimentar durante a vida, era muito boa. Recordo-me mesmo que uma das suas habilidades, invejada por todos nós da mesma classe ginasial, era a incrível capacidade que tinha de “colar”, já que você se abastecia de um grande estoque das “sanfoninhas” (era o tipo de “cola” da época), que escondia perfeitamente em sua mão direita e que lhe permitia -grande perfeição !- colar sem interromper a escrita e, -perfeição maior !-, até mesmo diante do olhar atento do professor. Ao que me recordo, nunca, nenhum dos professores, na fiscalização que faziam, conseguiu algum êxito diante de você. Nesse partícular, você era imbatível.

Mas, deixando-se de lado tais reminiscências, eu estou me dirigindo à você para tratar de assunto que, diante de sua volumosa correspondência eletrônica, parece lhe interessar: trata-se de questões que envolvem a visão que temos da forma como vem sendo dirigido este país, melhor dizendo, a questão política. Para se ter uma conversa franca, devo dizer que temos uma visão de mundo muito diferente. Acho mesmo, oposta. Em minha profissão (sou advogado) acabei aprendendo a conviver na divergência, já que, diariamente, senta do lado de lá da mesa de audiência, ou dos autos do processo, um colega de mesmo grau de escolaridade que defende justamente o contrário. Adversário. Mas, terminada a audiência, retomamos o relacionamento, ou seja, é um aprendizado constante e permanente, a nos ensinar que devemos respeitar os que pensam de forma diversa. Transposta tal relação para a política, também aprendi a respeitar aqueles que tem uma visão de mundo diferente da minha, embora com eles não concorde. Entre tais “adversários” de pensamento existem dois tipos: os que assim agem por convicção, e os que agem por interesse. Creio que você se enquadra entre os primeiros, ou seja, você tem ideias, a meu ver, que eu classifico como “conservadoras”, mas que são catalogadas no jargão político comum como “reacionárias”, ou por alguns “direitistas”, ou, se formos levar ao extremo a sociologia política, “fascistas”. Para mim, no entanto, você é um “conservador”, por convicção. E é aí que eu quero conversar com você.

Existe no Brasil uma forte corrente de pensamento conservador. Sempre existiu, aliás, durante o império e durante a república, todos os presidentes e Governos , até 2003, sempre tiveram um perfil conservador, uns mais outros menos. Todos. Getúlio Vargas (1º Governo, ditadura) liderou uma “revolução” -que não era revolução no sentido sociológico do termo- contra práticas condenáveis da República Velha, só isso. Pertencia a elite agrária, era fazendeiro e fez um Governo ambíguo, criando uma legislação trabalhista (que estava sendo criada, ao tempo, por quase todos os países de mesmo grau de desenvolvimento que o Brasil), e criou dois partidos políticos – o PTB, para lhe servir – e o PSD, conservadoríssimo, para ajudá-lo a governar. No mais, encarcerou a oposição e restringiu as liberdades públicas.. Em 45 foi substituído pelo Dutra (outro conservador), que dissipou todas as reservas cambiais que havíamos acumulado com a substituição das importações, durante a guerra. Getúlio volta em 1950 e aí, após um início de governo meio indefinido, começa a aproximar-se de ideias progressistas, mas não conseguiu implementá-las, já que, ameaçado de deposição, suicidou-se. Juscelino foi um inovador em realizações, mas seu governo, embora aparentemente liberal nos costumes, sempre foi um produto das classes dominantes e um fiel seguidor da política americana. Jânio se foi muito rápido , e Jango também nada tinha de progressista: era filho de uma família de riquíssimos fazendeiros, era despreparado para a função e sua queda dá bem a medida de seus compromissos de classe: preferiu viver rico no exílio, do que participar ou liderar uma revolução popular com a qual não se identificava. Seguiram-se os governos militares, Sarney, Collor, Itamar e Fernando Henrique. Se examinarmos todas as medidas tomadas por tais governos (algumas muito boas, até) veremos que nenhuma delas teve a preocupação ou conseguiu alterar o sistema de distribuição de renda no país, -um dos mais injustos do mundo. A dívida externa sempre em patamares impagáveis, o salário mínimo medeando entre U$ 80 a U$ 120 dólares, lenta queda da mortalidade infantil, poucos avanços na afalbetização, grande transferência de rendas para o exterior, sistema de saúde pública catastrófico, destruição da escola pública, gigantesca falta de moradias e favelização, polícia corrupta, Justiça que não funciona, previdência privada mais cara do mundo, seguros mais caros do mundo, alta tributação e assim foi. Só discursos, só demagogia, e muita roubalheira.

Aí vieram a eleição em 2003, reeleição do Lula e eleição da Dilma. Muitos erros, houve e há corrupção, muitas coisas não deram certo, os quadros do PT, em grande parte, eram despreparados para administração, enfim, as coisas não saíram como o PT pregava. No entanto, o salário mínimo triplicou (em dólares), a renda familiar cresceu, a dívida externa foi paga, o consumo aumentou muito, o emprego cresceu ( e o desemprego despencou) e o Brasil conseguiu crescer, ao meio de uma grande crise internacional .Caro Lara, esses são fatos . Fato é fato, não é discurso, nem proselitismo político, nem palavrório. FATOS. O País está em regime de pleno emprego ( é a 1ª. vez em nossa história que isso acontece), e no ano de 2011, em um universo de 200 países, fomos o 4º. País do mundo em receber investimentos externos, só atrás dos Estados Unidos, China e Hong Kong (notícia do Times, reproduzida no Estadão e Folha na semana passada, com pouco destaque). A arenga de que o Governo, em 2003, pegou uma condição internacional favorável é coversa para boi dormir: muitos outros países não progrediram, muitos entraram em crise, o sistema financeiro internacional em 2008 quase ruiu, enfim, o Brasil navegou muito bem por sua conta e seus méritos. Pensar de modo diverso é revolver a mentalidade colonialista.

Mas, estou eu a pretender que você se torne um apoiador do Lula e da Dilma ? É claro que não, até porque na nossa idade ninguém muda mais. É que eu acho que essa sua “cruzada” contra, poderia ser muito mais consequente e séria. Já que na clássica definição “partido político é a opinião pública organizada”, porque vocês, conservadores, não fundam um partido que expresse tal ideologia ? A grande farsa que existe é que os conservadores, ou os direitistas, ou os neoliberais, não assumem o próprio rosto. O PSDB (neoliberal) não se diz neoliberal, diz que vai mudar, que é de centro esquerda, que é progressista, e outras baboseiras mais. Porque não se diz neoliberal, e faz um programa neoliberal ?. E vocês, conservadores, porque não se assumem, e fazem um programa com o conteúdo daquiIo que vocês acreditam; contra as cotas, contra o aborto, contra o casamento gay, pela redução dos direitos trabalhistas, dos impostos, por uma política externa mais invasiva, etc, etc, , tal qual o Partido Republicano (Conservador) dos Estados Unidos ? Se você fizer as contas, aqui como lá, o eleitorado se divide, o que, aliás, ocorre em todos países civilizados (França Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, Alemanha, Austria, etc, etc, etc). Ou seja, no mundo todo, o eleitorado se divide em conservadores e progressistas. Mas, aqui não, em razão da hipocrisia política da direita, a luta não é limpa. Estimule a criação de um verdadeiro partido conservador, que defenda as teses conservadoras e o modo de governar conservador e aí, sim, teríamos um debate limpo, direto, sem enganações, sem subterfúgios. A meu ver, essa situação da direita esconder suas verdadeiras propostas, de vestir um manto progressista quando não o é, é a pior forma de trapacear uma nação, posto que esconde seus verdadeiros desígnios. Em suma,já é tempo de sair do armário e vir corajosamente para o debate de ideias.

O outro ponto que gostaria de conversar com você é sobre a forma negativa e pejorativa de sua “crítica” política. As piadas, imagens, dizeres, etc, que se referem aos que não pensam como você, revelam um rancor que tem de tudo: preconceito, desinformação, insultos, etc. Se você acha que este tipo de crítica desperta alguma simpatia para as suas ideias, ou fazem mal a figura dos criticados, então está na hora de você fazer algumas reflexões sobre o que muda as pessoas. Uma pessoa decente muda de opinião quando você demonstra que ela está errada. Só não mudará se tiver “interesses” em se manter no erro, ou, então, se por alguma razão (preconceito, ignorância, intolerância, irracionalidade, etc) não entender o seu erro e o significado da mudança. Fora disso, a “propaganda” pejorativa contrária é um tiro na culatra. E isso é tanto no aspecto individual como coletivo. O Lula cresceu eleitoramente depois que mudou sua imagem para o “Lula, paz e amor”. Antes, o eleitorado preferia o FHC, com sua voz e modos blandiciosos. Serra com sua linguagem belicosa só perdeu votos. Obama derrotou duas vezes os seus adversários com um discurso suave, sofrendo agressões de todo os lados. O Berluscomi e Sarkosi, na Itália e França, perderam as eleições, em razão de suas práticas autoritárias e arrogantes. Enfim, na medida que a sociedade evolui, essa linguagem truculenta, ofensiva, enganosa, que intui uma falsa moralidade e prega medidas radicais extremadas (para os outros, nunca para si) vai caindo em desuso, não engana mais ninguém. Pode ter servido em outra época, chegou a levar os hitlers e mussolinis ao poder, mas, hoje em dia, ninguém mais cai neste canto de sereia. As pessoas querem é ser convencidas, sem imposições.

Bem, fico por aqui. Se você quiser prosseguir mandando-me os e-mails, gostaria que não mais me enviasse os relativos à política, a não ser quando nesta terra tiver um partido conservador, ou direitista, ou de natureza fascista ( o Plínio Salgado pelo menos teve coragem e honestidade criando os “camisas verdes”), para que se possa ter um debate decente e honesto. Daí sim, quem sabe, talvez até eu me convença de que existe alguma verdade nessas ideias trapaceadas e escondidas sob o manto de uma falsa moralidade. Ideias tão escondidas, tal como você fazia com as colas e era invejado por toda classe.

Abraços e saudades.

Valter Uzzo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O GOVERNO DILMA


Na postagem anterior, enfoquei a minha preocupação com a campanha da grande imprensa contra Lula e o governo da Presidenta Dilma e, com a edição especial de 09/01/13 da Carta Capital veio-me, mais uma oportunidade para demonstrar como a “opinião publicada” está cada vez mais alheada (voluntariamente) a todo o benefício que os governos do partido dos trabalhadores têm propiciado a esta nação, por décadas e mais décadas submetida, sua grande maioria, ao atraso, à pobreza, à subnutrição, etc, etc.

A Carta Capital ouviu empresários das diversas vertentes do mercado e outras personalidades numa série de artigos em que se expõe a gestão e os resultados do governo Dilma.

Aprovação Popular

Não obstante a “pequena credibilidade do noticiário econômico produzido pela imprensa oposicionista, que nos diz que vivemos à beira do abismo”. A maneira de governar da Presidenta “é aprovada por 77% e reprovada por 18%. Confiam nela os mesmos 77% e há 22% que dizem não. Nas duas dimensões, as respostas positivas vêm aumentando desde 2011” quem nos diz isto é Marco Coimbra na página 27.

Inclusão Social

Há que se registrar de início que os resultados auferidos pelo governo atual têm muito a ver com a indicação, uma indicação corajosa, desprovida, entretanto, de aventura, do ex-presidente Lula e que resultou, até então, num governo vitorioso, se não vejamos: na comparação de 2005 com 2011, a classe C que era composta por 51% dos brasileiros foi reduzida para 24%; enquanto a classe média cresceu de 34% para 51% e note-se bem as classes A e B (juntas) cresceram de 15 para 22%, portanto os ricos também cresceram. (Fonte: O Observador). Registre-se que, conforme afirma Antônio Delfim Netto, o Brasil foi classificado  pelo Boston Consulting Goup entre 150 países, como o melhor que utilizou o crescimento econômico dos últimos seis anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população (em meio à crise que continua massacrando boa parte do mundo). Ainda dentro deste particular, vemos à página 52 da revista que, agora comparando o ano de 2000 (governo do psdb) com 2010, temos que, conforme dados do IBGE, a “alta classe média” cresceu sua participação de 9.4% para 10.8%; a “massa trabalhadora” cresceu de 24.4% para 26% (representando mais de 10 milhões de pessoas) e “os miseráveis” reduzidos de 27% para 10.1%, significando mais de 26 milhões de pessoas que saíram do extrato considerado da extrema pobreza! Sejamos sinceros, estes elementos vêm a público, espontaneamente, pela grande imprensa? Claro que não!

A Gestão da Economia

Estamos vivendo uma série crise econômica em todo o mundo. As grandes potências econômicas, os países ricos, vêm travando insana luta para atravessar a tempestade que se apodera de todo o mundo no que respeita à Economia. Para a grande imprensa o “pibinho” do Brasil é vergonhoso, ignoram, por exemplo, que este “pibinho” foi conseguido com a massa trabalhadora empregada em níveis nunca alcançados, respeitados seus direitos trabalhistas (coisa que não deve acontecer na China, Índia...) concorda, pois, com a intromissão de um órgão de imprensa internacional na soberania nacional, quando decretou inopinadamente a demissão do Ministro, Guido Mantega. Vejamos o que diz o Presidente do Banco Central do Brasil: “de dezembro de 2011 a novembro de 2012, a Bolsa mexicana aumentou 15% em moeda local e 23% em dólares; a colombiana, 14% e 22%, respectivamente, enquanto a Bovespa aumentou 1,6% em reais e perdeu 10% em dólares. Isso explica “o porquê” de o Brasil ter deixado de ser o queridinho que era do mercado financeiro, quando as aplicações rendiam, aqui, 30% ao ano, em dólares...”.

A Selic passou de 20,9%, em 2002, para 7,35%, este ano” (2012) “Com juros menores a economia interna aquecida, a força da iniciativa privada segue impulsionando o País. Os empregos estão a todo vapor, o desemprego atingiu a menor taxa no mês de outubro (5,3%), desde o início da pesquisa a dez anos. Quem nos diz isto é Eike Baptista, empresário. Por outro lado, o Presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, reforça: “Dois pilares básicos fundamentam essa visão: juros historicamente básicos – tanto a Selic quando os derivados de sua trajetória – e emprego estabilizado em níveis elevados. Esses fatores permitem novo fôlego ao crescimento do crédito, em benefício da evolução paratrimonial da sociedade, do indivíduo e do empreendedor”. E para finalizar: “Antigamente, se ocorresse uma pequena crise no mundo, o Brasil precisaria ser internado na UTI. Hoje, o mundo está na UTI e o Brasil está apenas com uma gripe. O que quero dizer é que descobrimos nosso grande potencial econômico interno e estamos fazendo todos os deveres de casa”. Quem faz esta afirmação, cujo significado deixa as “carpideiras” do mercado financeiro em polvorosa, é Luiza Helena Trajano, Presidenta do Magazine Luiza.

Vivemos num paraíso, não! Há muito que se fazer, não há dúvida alguma, mas estou esperançoso de que possamos, realmente, entrar numa verdadeira era de progresso com desenvolvimento econômico e, principalmente, social. Que as aves de rapina do grande capital e remanescias da velha UDN, sejam enxotadas daqui, que nunca mais se deponha Presidente, que nunca mais germine golpe de estado!  

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

OS PADRÕES DE MANIPULAÇÃO DA “MIDIA” BRASILEIRA


Tenho andado, de certa forma, desiludido, decepcionado e, acima de tudo, preocupado, em face de constatar que a campanha que a grande imprensa irresponsavelmente move contra o governo constituído da Presidenta Dilma e da imagem de grande estadista do ex-metalúrgico, Lula da Silva, está encontrando ressonância na velha classe média, especialmente junto a pessoas que me rodeiam, e digo preocupado porque venho sentindo cheiro de movimentação tal qual aconteceu nos anos 62-64.

O PT, desastradamente, embarcou na errada canoa dos velhos e surrados partidos, que navegava de há muito por águas tranquilas, e deu, assim, o mote para essa perseguição. Deste modo, o PT “inventou” toda a má (diga-se de passagem) prática política, a séculos e séculos, praticada e nunca combatida e que, só e somente só, na conta do Partido dos Trabalhadores foi metamorfoseada da prática de crime eleitoral (“nunca dantes” apenada, no particular) para crime com pena de, até, restrição à liberdade individual para cada um dos envolvidos.

Bem, mas, em verdade, quero transcrever o texto a seguir, cujo autor esteve ou está residindo fora do país e, ele como ninguém, pode dar um bom testemunho do estrago que tem feito a grande mídia no que respeita à tendenciosidade, à imparcialidade na formação da opinião pública, que, como já disse alguém, se trata de opinião publicada e não pública.   

 

Enviado por luisnassif, sex, 28/12/2012 - 16:00

Por Marco Antonio L.


Os textos de Demétrio Magnoli, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, entre outros, são fontes preciosas para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de “padrões de manipulação” na mídia brasileira.

Por Jaime Amparo Alves | No Pragmatismo Político

Os brasileiros no exterior que acompanham o noticiário brasileiro pela internet têm a impressão de que o país nunca esteve tão mal. Explodem os casos de corrupção, a crise ronda a economia, a inflação está de volta, e o país vive imerso no caos moral. Isso é o que querem nos fazer crer as redações jornalísticas do eixo Rio – São Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de S. Paulo, Estadão, Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas intenções: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva. Até aí nada novo.

Tanto Lula quanto Dilma sabem que a mídia não lhes dará trégua, embora não tenham – nem terão – a coragem de uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legislação que democratize os meios de comunicação e redistribua as verbas para o setor. Pelo contrário, a Polícia Federal segue perseguindo as rádios comunitárias e os conglomerados de mídia Globo/Veja celebram os recordes de cotas de publicidade governamentais. O PT sofre da síndrome de Estocolmo (aquela na qual o sequestrado se apaixona pelo sequestrador) e o exemplo mais emblemático disso é a posição de Marta Suplicy como colunista de um jornal cuja marca tem sido o linchamento e a inviabilização política das duas administrações petistas em São Paulo.

O que chama a atenção na nova onda conservadora é o time de intelectuais e artistas com uma retórica que amedronta. Que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso use a gramática sociológica para confundir os menos atentos já era de se esperar, como é o caso das análises de Demétrio Magnoli, especialista sênior da imprensa em todas as áreas do conhecimento. Nunca alguém assumiu com tanta maestria e com tanta desenvoltura papel tão medíocre quanto Magnoli: especialista em políticas públicas, cotas raciais, sindicalismo, movimentos sociais, comunicação, direitos humanos, política internacional… Demétrio Magnoli é o porta-voz maior do que a direita brasileira tem de pior, ainda que seus artigos não resistam a uma análise crítica.

Agora, a nova cruzada moral recebe, além dos já conhecidos defensores dos “valores civilizatórios”, nomes como Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro. A raiva com que escrevem poderia ser canalizada para causas bem mais nobres se ambos não se deixassem cativar pelo canto da sereia. Eles assumiram a construção midiática do escândalo, e do que chamam de degenerescência moral, com o fato. E, porque estão convencidos de que o país está em perigo, de que o ex-presidente Lula é a encarnação do mal, e de que o PT deve ser extinguido para que o país sobreviva, reproduzem a retórica dos conglomerados de mídia com uma ingenuidade inconcebível para quem tanto nos inspirou com sua imaginação literária.

Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro fazem parte agora daquela intelligentsia nacional que dá legitimidade científica a uma insidiosa prática jornalística que tem na Veja sua maior expressão. Para além das divergências ideológicas com o projeto político do PT – as quais eu também tenho -, o discurso político que emana dos colunistas dos jornalões paulistanos/cariocas impressiona pela brutalidade. Os mais sofisticados sugerem que a exemplo de Getúlio Vargas, o ex-presidente Lula cometa suicídio; os menos cínicos celebraram o “câncer” como a única forma de imobilizá-lo. Os leitores de tais jornais, claro, celebram seus argumentos com comentários irreproduzíveis aqui.

Quais os limites da retórica de ódio contra o ex-presidente metalúrgico? Seria o ódio contra o seu papel político, a sua condição nordestina, o lugar que ocupa no imaginário das elites? Como figuras públicas tão preparadas para a leitura social do mundo se juntam ao coro de um discurso tão cruel e tão covarde já fartamente reproduzido pelos colunistas de sempre? Se a morte biológica do inimigo político já é celebrada abertamente – e a morte simbólica ritualizada cotidianamente nos discursos desumanizadores – estaríamos inaugurando uma nova etapa no jornalismo lombrosiano?

Para além da nossa condenação aos crimes cometidos por dirigentes dos partidos políticos na era Lula, os textos de Demétrio Magnoli , Marco Antonio Villa, Ricardo Noblat , Merval Pereira, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, além dos que agora se somam a eles, são fontes preciosas para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de “padrões de manipulação” na mídia brasileira. Seus textos serão utilizados nas disciplinas de ontologia jornalística não apenas com o exemplos concretos da falência ética do jornalismo tal qual entendíamos até aqui, mas também como sintoma dos novos desafios para uma profissão cada vez mais dominada por uma economia da moralidade que confere legitimidade a práticas corporativas inquisitoriais vendidas como de interesse público.

O chamado “mensalão” tem recebido a projeção de uma bomba de Hiroshima não porque os barões da mídia e os seus gatekeepers estejam ultrajados em sua sensibilidade humana. Bobagem! Tamanha diligência não se viu em relação à série de assaltos à nação empreendidos no governo do presidente sociólogo! A verdade é que o “mensalão” surge como a oportunidade histórica para que se faça o que a oposição – que nas palavras de um dos colunistas da Veja “se recusa a fazer o seu papel” – não conseguiu até aqui: destruir a biografia do presidente metalúrgico, inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e reconduzir o projeto da elite ‘sudestina’ ao Palácio do Planalto.

Minha esperança ingênua e utópica é que o Partido dos Trabalhadores aprenda a lição e leve adiante as propostas de refundação do país abandonadas com o acordo tácito para uma trégua da mídia. Não haverá trégua, ainda que a nova ministra da Cultura se sinta tentada a corroborar com o lobby da Folha de S. Paulo pela lei dos direitos autorais, ou que o governo Dilma continue derramando milhões de reais nos cofres das organizações Globo e Abril via publicidade oficial. Não é o PT, o Congresso Nacional ou o governo federal que estão nas mãos da mídia.

Somos todos reféns da meia dúzia de jornais que definem o que é notícia, as práticas de corrupção que merecem ser condenadas, e, incrivelmente, quais e como devem ser julgadas pela mais alta corte de Justiça do país. Na última sessão do julgamento da ação penal 470, por exemplo, um furioso ministro-relator exigia a distribuição antecipada do voto do ministro-revisor para agilizar o trabalho da imprensa (!). O STF se transformou na nova arena midiática onde o enredo jornalístico do espetáculo da punição exemplar vai sendo sancionado.

Depois de cinco anos morando fora do país, estou menos convencido por que diabos tenho um diploma de jornalismo em minhas mãos. Por outro lado, estou mais convencido de que estou melhor informado sobre o Brasil assistindo à imprensa internacional. Foi pelas agências de notícias internacionais que informei aos meus amigos no Brasil de que a política externa do ex-presidente metalúrgico se transformou em tema padrão na cobertura jornalística por aqui. Informei-lhes que o protagonismo político do Brasil na mediação de um acordo nuclear entre Irã e Turquia recebeu atenção muito mais generosa da mídia estadunidense, ainda que boicotado na mídia nacional. Informei-lhes que acompanhei daqui o presidente analfabeto receber o título de doutor honoris causa em instituições européias, e avisei-lhes que por causa da política soberana do governo do presidente metalúrgico, ser brasileiro no exterior passou a ter uma outra conotação. O Brasil finalmente recebeu um status de respeitabilidade e o presidente nordestino projetou para o mundo nossa estratégia de uma America Latina soberana.

Meus amigos no Brasil são privados do direito à informação e continuarão a ser porque nem o governo federal nem o Congresso Nacional estão dispostos a pagar o preço por uma “reforma” em área tão estratégica e tão fundamental para o exercício da cidadania. Com 70% de aprovação popular, e com os movimentos sociais nas ruas, Lula da Silva não teve coragem de enfrentar o monstro e agora paga caro por sua covardia.Terá a Dilma coragem com aprovação semelhante, ou nossa meia dúzia de Murdochs seguirão intocáveis sob o manto da liberdade de e(i)mprensa?

Jaime Amparo Alves é jornalista, doutor em Antropologia Social, Universidade do Texas em Austin –amparoalves@gmail.com

sábado, 15 de dezembro de 2012

O ACESSO AO MEU BLOG


Venho mantendo este Blog porque sou persistente. Decepciona-me a baixa frequência de acesso. Não tenho interesse comercial algum. Já me indicaram como chegar aos anunciantes, até. Mas me intenção não esta. Agora vejam bem, tenho tantos amigos, tantos parentes, especialmente, filhos a quem divulgo o meu Blog, mas tem sido decepcionante a quantidade de ACESSO ao Blog de Mário  César. Mas como sempre há de haver o balanço e contra balanço, sou surpreendido, nestes dois últimos dias com uma frequência de acesso nunca vista. Espero que agora, as pessoas continuem e outras passem a ver o meu Blog com maior frequência. E lembrem-se: notícias, notícias repetidas, requentadas são fabricadas para quem não tem competência. Meu Blog tem a finalidade precípua de passar notícias que, infelizmente NÃO DÃO NO JORNAL DA GLOBO e vou seguir assim. Tenham em mente: o que “dá na Globo” pode não ser  a verdade dos fatos e em muito do que não dá pode estar a real verdade dos fatos e é neste particular que trabalho.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A REDUÇÃO DA CONTA DE LUZ ELÉTRICA

Há algum tempo, o governo da Presidenta Dilma anunciou que, em face do próximo encerramento de contratos com empresas do sistema elétrico brasileiro; consequentemente, com a extinção da dívida pretensamente ligada aos investimentos por parte das empresas, imposta aos consumidores, haveria redução na conta de luz elétrica, uma vez que a despesa debitada a investimento, como já disse, estaria paga e, por isto, dos novos contratos a remuneração não contaria com tal aditivo. Disse ainda o comunicado que a redução do valor das contas ficaria em torno de 20%.

Então, nas últimas horas, a grande imprensa, cumprindo o seu real papel de oposição ao governo do PT, soltou a campanha, ouvida, quase que da mesma forma em qualquer dos “grandes” órgãos, “a redução na conta da luz elétrica será bem inferior à anunciada pelo governo”, ou seja de 17%.

Quando hoje, leio no Blog de Luís Nassif o texto que transcrevo abaixo, reforça-me, mais ainda, o entendimento do papel de oposição da grande imprensa, muito bem articulada com o quase morto tucanato.

Vejam como os governadores de Minas, de São Paulo e do Paraná, todos do PSDB, articularam-se com a direção do partido e com a imprensa para reduzir o impacto da benéfica ação do governo para o consumidor em geral e, especialmente, para a indústria, o  que, sem sombra de dúvidas, é uma forte medida de redução do custo Brasil, como gostam de citar os economistas.

E, atenção! A soma da participação dos estados em causa, com relação às suas empresas (Cemig, Cebesp e Cetelp), “bate” justamente com o tão propalado “engano” do governo no estabelecimento do valor da redução nas contas. Explica-se, as empresas dos estados citados representam, em torno de 20% da geração e transmissão de energia elétrica. Retire-se 20% dos 20% previstos pelo governo e se encontrarão os 17% (aproximadamente) tidos como frustrantes pela imprensa.

Enviado por luisnassif, qua, 05/12/2012 - 07:55

Do O Globo
Cúpula do PSDB articulou recusa de Minas e São Paulo ao pacote

Senador Aécio Neves usou a tribuna para anunciar decisão da Cemig
Maria Lima, Fernanda Krakovics
BRASÍLIA – A posição conjunta dos governos tucanos de Minas Gerais e São Paulo de não permitir a adesão integral das estatais destes estados às regras da MP 579 para a renovação de contratos de concessão de energia foi uma resposta política articulada com a cúpula do PSDB. Nos últimos dois dias, os governadores Antônio Anastasia, de Minas; e Geraldo Alckmin, de São Paulo, conversaram e acertaram a decisão de não aderir integralmente na área de geração de energia, só na área de transmissão.
Agora, para evitar um impacto eleitoral negativo, os líderes tucanos terão de convencer a população de baixa renda que essa não é uma posição contra a redução das tarifas de energia elétrica.
Anastasia decidiu só se manifestar nesta quarta-feira sobre a decisão justamente para evitar a leitura política da operação casada, que aconteceu um dia depois de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançar a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para disputar com a presidente Dilma Rousseff as eleições para presidência em 2014. Coube a Aécio assumir e linha de frente em defesa da decisão de Minas e São Paulo.
Aécio diz que há intervenção
Depois de fazer um discurso na tribuna do Senado criticando a forma como o governo federal tenta reduzir a tarifa de energia elétrica, Aécio anunciou publicamente que a Cemig não assinaria o contrato de renovação da concessão com receita menor. Ele defendeu a desoneração da conta de luz com redução ou isenção de impostos.
— Eu já posso dizer: a Cemig não vai assinar — disse Aécio, depois de consultar o relógio, por volta de 17h. — Foi imprudência do governo não dialogar com os estados. Às vésperas da eleição a presidente chamou cadeia (nacional) de rádio para anunciar que reduziria a tarifa de energia, sem dizer que estava fazendo uma intervenção no setor — criticou o senador.
Dilma vira alvo
O mineiro afirmou que está havendo quebra de contrato e que, dessa forma, o setor privado não vai fazer investimentos. E ele cobrou ações de governos estaduais do PT, dizendo que, em Minas, ele baixou a conta de luz para os mais pobres, abrindo mão do recolhimento de ICMS.
— Somos a favor da queda da tarifa. Fizemos em São Paulo, em Minas, ao contrário do Rio Grande do Sul, que é governador pelo PT — disse o senador.
O governador Anastasia esteve em Brasília na véspera, para negociar com o governo e correligionários a posição da Cemig. Na segunda-feira, houve na capital um encontro de líderes tucanos com prefeitos eleitos, com a presença de Fernando Henrique, Aécio, o presidente do partido Sérgio Guerra (PSDB-PE) e o ex-senador Tasso Jereissatti. Uma das decisões foi justamente eleger a presidente Dilma como adversária, no embate político, deixando o ex-presidente Lula em segundo plano.
— Prefiro não fazer essa conspiração, mas é estranho essa posição casada de Minas e São Paulo. Se não querem aderir, a Dilma licita e pronto — comentou o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).
O secretário de Energia do governo de São Paulo, José Aníbal (PSDB), negou que a decisão de São Paulo seja política e procurou justificar com argumentos técnicos.
— Você não pode querer impor aos estados uma perda expressiva a favor de propósito com o qual concordamos, que é reduzir o preço da energia — disse Aníbal. — O governo sai desse episódio devendo um esclarecimento maior, porque o movimento todo foi feito com baixo nível de diálogo. Paciência, não deu certo.
O governo chamou o secretário a Brasília ontem para uma última tentativa de dissuadi-lo sobre a decisão.
— A proposta para nós é insuficiente, está aquém daquilo que é a nossa avaliação de custos de operação e manutenção do conjunto Cesp. Com relação a ressarcimentos suplementares, isso só será feito ao longo de 2013, o que é incerto — disse Aníbal.
O secretário acrescentou que o governo paulista teria que arcar com o custo da redução da tarifa da Cesp:
— A assembleia geral da empresa já decidiu que não vai participar desse processo porque nós não podemos aceitar essa defasagem que caberia ao Tesouro de São Paulo assumir. É recurso que temos de tirar de nossas receitas destinadas às áreas de saúde, educação e saneamento. (Colaborou Danilo Fariello)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

AEROPORTO DOIS DE JULHO

Encontro-me no aeroporto, nos preparativos para embarque para São Paulo. Almocei assistindo a um DVD de Paula Toller (é assim mesmo?) está sensacional. É bem diferente da imagem sua que criei ouvindo-a, tão somente por CD; sem ser fanfarrona, sua apresentação é de uma dinâmica admirável e sua voz, contradizendo-me, é gostosa, suave, encaixando-se bem num cuidadoso repertório. Pô, gamei. (como se dizia nos anos 70’).

Já ouvi alguém dizer: aeroporto é um grande shopping center e é verdade.

Este aeroporto, anteriormente designado Aeroporto Internacional Dois de julho, teve seu nome grosseiramente substituído pelo nome do filhinho do então “dono da Bahia”, num desrespeito total aos heróis da independência e à própria saga da luta pela independência na Bahia, e, somando-se à maior expressão da megalomania do “coronel”, o filho do então “dono da Bahia”, é “elevado” à condição de ser superior, santificado. É o que a nós nos expõe, a nós nos impõe, um gigantesco mural ricamente trabalhado numa daquelas imensas paredes do aeroporto (e pago por quem?!!!). Ali está o queridinho do “rei” “ascendido aos céus” da Bahia ao lado de uma figura de santa da igreja católica, acima de pessoas de “santo”, pessoas do axé, como se diz por aqui.

Enquanto espero a ordem de embarque, leio o livro “Crônicas Brasileiras”. Darcy Ribeiro, o autor, é um grande vulto da nossa história contemporânea e a posteridade ainda há de reconhecer a sua importância; assim como, tantos outros esquecidos, relegados e, até, desterrados. Este livro, que é de crônicas, faz-me relembrar, de início, tudo aquilo que antecedeu à implantação dos “anos de chumbos” em que vivemos os brasileiros. Relembra-me como um Presidente da República legal e legitimamente empossado, com ideais reformadores e democráticos, foi deposto impiedosamente, em ação capitaneada por um país estrangeiro “amigo” (mui amigo) e com ajuda das forças retrógradas, sob o manto do udenismo, que se sentiam ameaçadas com as reformas de base, e que até hoje relutam em aceitar e trabalham junto com a grande imprensa para desacreditar, desestabilizar o governo do Presidente Lula Inácio da Silva e da Presidenta (êta termo que dá comichão a certas pessoas!) não obstante todo o sucesso que vem obtendo, (com grande aceitação popular) e a operacionalização de militares entreguistas. Conjugação afinadíssima que já havia levado Getúlio Vargas ao suicídio; obrigado a implantação de um esdrúxulo parlamentarismo (afora movimentos conspiradores anteriores sufocados e que não foram poucos, v. período do governo JK).    

 
   
 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

OS MAIS RECENTES PRÊMIOS CONCEDIDOS A LULA


Tenho sido forçado a, na prática, me desviar dos objetivos principais deste meu Blog, tamanha é a campanha que a grande imprensa, mais conhecida por PIG (Partido da Imprensa Golpista), pratica de descrédito, de aniquilamento de Lula e do Partido dos Trabalhadores e de claras intenções golpistas contra o legítimo e, até então, bem sucedido governo da Presidenta Dilma. As notícias más, até criadas por eles mesmos, têm uma repercussão orquestravelmente maciça. Já notícias boas, que enaltecem Lula, o PT, ou Dilma e seu governo, viram simples notícias de “rodapé”, quando divulgadas.

O exemplo bem recente está com a reprodução dos dois textos que estão a seguir. Pelo primeiro é noticiado que o ex-presidente Lula Inácio da Silva recebeu, no dia 6 p. passado, o prêmio Nelson Mandela de Direitos Humanos, concedido por uma associação canadense de trabalhadores da indústria automotiva e justifica que o “prêmio é um reconhecimento à contribuição do ex-presidente do Brasil para a inclusão social e o combate à fome. "Você deu enorme esperança a todos nós, mundo afora, mostrando que há alternativas ao modelo conservador de tantos governos hoje em dia". No segundo, o “Ex-presidente venceu por unanimidade o prêmio, que tinha a concorrência de 177 personalidades; motivo foi a luta de Lula pelo crescimento econômico do Brasil e para "erradicar a pobreza e a miséria" durante seus dois mandatos”. Referido prêmio é concedido pelo governo autônomo da Catalunha, na Espanha. E fica a pergunta, quem aqui, pelo menos por aqui, em Salvador, ouvi ou leu na grande imprensa alguma nota sobre estes fatos. Não! A eles (os do PIG) não interessa sua divulgação.    
 
de O Estado de S. Paulo

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Por implacavel

Lula recebe prêmio Nelson Mandela de Direitos HumanosPremiação reconhece contribuição do ex-presidente para a inclusão social e o combate à fome
SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira, 6, o prêmio Nelson Mandela de Direitos Humanos, concedido pela Canadian Auto Workers (CAW), a Associação Canadense de Trabalhadores da Indústria Automotiva. A entrega ocorreu na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A entidade canadense mantém relações de correspondência com a brasileira Central Única dos Trabalhadores (CUT). Lula participou da abertura da Conferência Nacional de Negociação Coletiva Metalúrgica e discursou no evento.

Durante a entrega, foi apresentado um vídeo com saudação do presidente nacional da CAW, Ken Lewenza, para quem o prêmio é um reconhecimento à contribuição do ex-presidente do Brasil para a inclusão social e o combate à fome. "Você deu enorme esperança a todos nós, mundo afora, mostrando que há alternativas ao modelo conservador de tantos governos hoje em dia", diz Lewenza na gravação. Lula também discursou no evento. O prêmio, oferecido a cada três anos a uma personalidade mundial, foi concedido a Lula em agosto deste ano. Como a agenda do ex-presidente não permitiu a viagem ao Canadá, a entrega foi transferida para a cidade onde Lula reside.

Do Brasil 247
Lula recebe Prêmio Internacional da Catalunha

Ex-presidente venceu por unanimidade o prêmio, que tinha a concorrência de 177 personalidades; motivo foi a luta de Lula pelo crescimento econômico do Brasil e para "erradicar a pobreza e a miséria" durante seus dois mandatos

2 DE ABRIL DE 2012 ÀS 15:31

Agência Brasil - O governo autônomo da Catalunha, na Espanha, anunciou hoje (2) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o vencedor do 24º Prêmio Internacional Catalunha 2012. A informação foi divulgada pelo Instituto Lula.

O ex-presidente venceu por unanimidade a eleição, na qual concorriam 177 personalidades de 57 países. Durante o anúncio do prêmio, o presidente do governo catalão, Artur Mas, disse que a escolha de Lula foi motivada pela luta que o ex-presidente travou em seus dois mandatos pelo crescimento econômico do Brasil e para "erradicar a pobreza e a miséria" do país.

Na cerimônia, foi lida uma carta em que Lula manifesta "alegria e orgulho" pelo prêmio. "[O prêmio é] "uma conquista que reforça a minha convicção na importância de lutar por uma sociedade mais justa e democrática, sem fome e sem miséria", diz o ex-presidente na carta.

De acordo com o Instituto Lula, o júri, presidido pelo escritor e filósofo Xavier Rubert de Ventós, também elogiou a política adotada pelo ex-presidente, “a serviço de um crescimento econômico justo, que colocou seu país à frente da globalização”.

O Premio Internacional Catalunya é concedido anualmente desde 1989 a personalidades internacionais dos meios político, econômico e cultural. Entre os homenageados anteriores incluem-se os ex-presidentes ou primeiros-ministros Jimmy Carter, dos Estados Unidos, em 2010; Vaclav Havel, da República Tcheca, e Richard von Weizsacker, da Alemanha, em 1995; Jacques Delors, da França, em 1998; os intelectuais Edgar Morin, da França, em 1994, Karl Popper, da Áustria e naturalizado britânico, em 1989, e Claude Lévi-Strauss, da França, em 2005.
UMA CORREÇÃO: O SEGUNDO PRÊMIO É DE ABRIL DE 2012, MAS VALE COMO EXEMPLO, SIM. (Mário César)